A Oi S.A. (B3: OIBR3 e OIBR4) comunicou ao mercado, na noite de 17 de junho de 2026, que a audiência para abertura das propostas da UPI Oi Soluções não registrou nenhum lance. Realizada perante a 7ª Vara Empresarial da Comarca do Rio de Janeiro, a sessão visava a alienação judicial dos ativos da unidade de negócios B2B (corporativa) da companhia, etapa crucial no seu processo de recuperação judicial. A ausência de interessados adia a geração de caixa prevista no plano de reestruturação e exige novas definições processuais.

Cronograma e prazos judiciais

Diante do resultado frustrado do processo competitivo, o juízo da recuperação judicial determinou que o Observador Judicial, o Gestor Judicial, a Administração Judicial Conjunta e a própria Oi apresentem manifestações formais até o dia 22 de junho de 2026. Após esse prazo, caberá ao Ministério Público se posicionar sobre os rumos da operação.

A unidade leiloada, denominada Unidade Produtiva Isolada (UPI), agruparia ativos estratégicos da divisão corporativa da Oi. Na prática, a UPI permite que ativos sejam vendidos em bloco funcional, sem que o comprador herde as dívidas trabalhistas, tributárias ou previdenciárias da empresa original, o que costuma aumentar a atratividade para investidores.

Contexto da reestruturação do Grupo

O fato relevante dá continuidade a comunicados anteriores de 28 de abril e 5 de maio de 2026, nos quais a companhia detalhou a preparação e o edital para a venda. A comercialização de ativos não essenciais é um pilar do plano de recuperação judicial do Grupo Oi, que busca reduzir seu endividamento histórico e garantir a sustentabilidade de suas operações de telecomunicações.

  • Data do evento: 17 de junho de 2026
  • Ativo em análise: UPI Oi Soluções (negócios B2B/corporativos)
  • Resultado: Zero propostas apresentadas
  • Próximo marco processual: 22 de junho de 2026 (manifestação das partes)

O que muda para investidores

Para os acionistas e credores acompanhando o desfecho da recuperação judicial, a frustração deste leilão sinaliza um cenário de maior cautela. A venda dos ativos B2B era vista como uma importante fonte de liquidez para amortizar dívidas e financiar a transição operacional da companhia. Com o processo suspenso até as próximas manifestações judiciais, o mercado deve monitorar:

  • Se haverá reformulação do edital ou ajuste no preço mínimo em uma nova rodada de lances;
  • O impacto no fluxo de caixa projetado para 2026 e 2027;
  • Possíveis revisões no cronograma global de cumprimento das obrigações do plano de recuperação.

A Oi S.A. se comprometeu a manter acionistas e analistas informados sobre quaisquer desdobramentos. Novos fatos relevantes serão divulgados conforme avançar o rito na 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro.

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