O Banco Pine (PINE-N2) vai abrir o oitavo período de exercício dos bônus de subscrição criados no aumento de capital homologado em novembro de 2024. Segundo aviso aos acionistas divulgado em 03/11/2026, os titulares poderão exercer os bônus entre 01/12/2026 e 30/12/2026, ao preço de R$ 8,86 por bônus — valor que corresponde à soma dos preços de emissão de uma ação ordinária e de uma ação preferencial.

A companhia informou que o exercício só é admitido dentro das janelas previstas e que os bônus não exercidos perderão eficácia após o décimo terceiro período.

O que cada bônus entrega

Cada bônus de subscrição confere ao titular o direito de subscrever 1 ação ordinária e 1 ação preferencial de emissão do Banco Pine. O pagamento do preço de exercício é feito em moeda corrente nacional, conforme o ambiente em que os bônus estão custodiados.

As ações emitidas em decorrência do exercício serão, segundo o aviso, idênticas às ações ordinárias e preferenciais já existentes e participarão integralmente de eventuais dividendos e juros sobre capital próprio que vierem a ser declarados.

De onde vêm os bônus

Os bônus foram atribuídos como vantagem adicional aos subscritores de cada nova ação do aumento de capital homologado pelo Conselho de Administração em 25/11/2024, no montante de R$ 26.253.123,59, com emissão de 2.963.106 bônus de subscrição.

Como e quando exercer

  • Custódia na B3: o titular deve manifestar a intenção entre 01/12/2026 e 29/12/2026, por meio de seu agente de custódia, indicando quantos bônus serão exercidos; alternativamente, pode retirar os bônus da B3 para exercício no ambiente escritural.
  • Ambiente escritural: a manifestação vai até 30/12/2026, diretamente com o escriturador, com envio de correspondência assinada (assinatura digital ICP-Brasil ou firma reconhecida), indicação da quantidade de bônus a cancelar, comprovante de pagamento e documentos de comprovação de poderes.
  • Documentos: pessoa física apresenta identificação, CPF e comprovante de residência; pessoa jurídica, contrato ou estatuto consolidado autenticado, comprovante de CNPJ, documentos societários do signatário e identificação dos representantes; procurações exigem instrumento público com poderes específicos.

O exercício é considerado manifestação de vontade irrevogável e irretratável, gerando a obrigação de integralizar as novas ações pelos procedimentos descritos.

Calendário até 2028

O aviso lista os períodos de exercício ainda previstos:

  1. 01/12/2026 a 30/12/2026 (8º período)
  2. 01/03/2027 a 31/03/2027 (9º período)
  3. 01/06/2027 a 30/06/2027 (10º período)
  4. 01/09/2027 a 30/09/2027 (11º período)
  5. 01/12/2027 a 30/12/2027 (12º período)
  6. 02/03/2028 a 31/03/2028 (13º período)

O que muda para investidores

Após o encerramento de cada período, o Conselho de Administração precisa se reunir para homologar o aumento de capital decorrente dos exercícios — reunião que não ocorrerá caso não haja nenhum exercício. Só depois dessa homologação as ações são emitidas e creditadas, em data a ser divulgada pela companhia em novo aviso aos acionistas.

Quem não exercer os bônus dentro das seis janelas previstas perderá o direito automaticamente após o encerramento do décimo terceiro período, sem necessidade de formalidade adicional, segundo o documento.

O que observar

Os bônus que ficarem fora das janelas de exercício não geram direito a ações nem a qualquer compensação, conforme o aviso. O Departamento de Relações com Investidores do banco permanece disponível para esclarecer dúvidas sobre o procedimento.