O Banrisul (BANR4) comunicou nesta segunda-feira (09/06/2026) a aprovação do pagamento de Juros sobre Capital Próprio (JSCP) referente ao segundo trimestre de 2026. A iniciativa, alinhada à política de remuneração da instituição, visa devolver parte dos lucros aos acionistas, distribuindo um montante total de R$ 90 milhões. A medida reforça a disciplina financeira do banco e segue o calendário de proventos anunciado ao mercado.
Detalhes da Distribuição
De acordo com o fato relevante, o valor bruto por ação será de R$ 0,22006263, aplicável uniformemente às classes de ações ON, PNA e PNB. É importante destacar que o JSCP é um mecanismo legal utilizado por empresas listadas para remunerar acionistas via patrimônio líquido, funcionando como uma alternativa fiscalmente vantajosa ao dividendo tradicional, com retenção de Imposto de Renda na fonte.
- Data-base: 12 de junho de 2026 (acionistas devem constar no registro nesta data para fazer jus ao provento).
- Negociação ex-direito: A partir de 15 de junho de 2026, os papéis passarão a negociar descontados do valor do JSCP.
- Data de pagamento: 26 de junho de 2026.
O que muda para investidores
Para os acionistas, a principal mudança está no fluxo de recebimento e na gestão do calendário de proventos. O crédito será realizado automaticamente em conta corrente para clientes que mantêm relacionamento bancário ativo e cadastro atualizado no Banrisul. Investidores que custodiam ativos em corretoras ou instituições vinculadas à B3 S.A. – Brasil, Bolsa, Balcão (B3SA3) receberão os recursos por meio de seus agentes de custódia, seguindo a rotina padrão de liquidação do mercado.
Detentores de direito à isenção ou imunidade tributária precisam encaminhar a comprovação até 17 de junho de 2026 para evitar a tributação padrão na fonte. Pelo Estatuto Social e normas da CVM, o valor líquido do JSCP será integralmente imputado ao dividendo obrigatório, o que significa que ele já conta no cálculo mínimo de distribuição anual da companhia, otimizando o fluxo de caixa futuro. Recursos não resgatados prescrevem em três anos a partir da data de disponibilização.
A operação reflete a geração de caixa consistente da instituição no período e mantém a atratividade do ativo para investidores focados em renda passiva recorrente no mercado brasileiro de capitais.
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