O BEST11, ETF de índice negociado na B3 e gerido pela Investo, credita nesta quinta-feira (8 de outubro de 2026) R$ 0,823342 por cota em dividendos a quem tinha posição na data-base de 1º de outubro. Medido sobre os últimos 12 meses do índice replicado, o dividend yield anualizado da distribuição é de 4,64%.
R$ 0,823342 contra R$ 0,482461: o que muda no fluxo mensal
O valor depositado agora ficou acima do que o fundo pagou no mês anterior, de R$ 0,482461 por cota. Para o investidor pessoa física que enxerga o produto como fonte de renda, o dado relevante não é o cheque de um único mês, mas a regularidade do calendário: o BEST11 é estruturado para distribuir proventos todos os meses.
Como o dinheiro distribuído vem do que as companhias da carteira pagam, o valor por cota tende a variar de um mês para o outro, conforme o calendário de resultados e proventos dessas empresas. Quem projeta a renda anual a partir de um único pagamento corre o risco de superestimar o fluxo.
A taxa de 0,50% ao ano dentro de um yield de 4,64%
O rendimento divulgado é bruto. A cobrança do fundo equivale a 0,50% ao ano e incide sobre o patrimônio, o que tende a reduzir o retorno efetivo de quem mantém as cotas por períodos longos. Em um yield anualizado de 4,64%, esse custo entra na conta antes de qualquer comparação com alternativas de renda fixa ou com outros fundos de índice.
Um ponto que pesa na avaliação é a ausência de exposição cambial: sem ativos ou receitas atrelados a moeda estrangeira na estrutura do produto, o cotista não fica sujeito à oscilação do dólar sobre o valor aplicado.
22 ativos e R$ 60,1 milhões: como a carteira é montada
A carteira reúne 22 ativos e somava R$ 60,1 milhões em patrimônio líquido no último dado informado. O fundo replica o MarketVector Brazil BESST Quality (BRL) Index, cuja sigla agrupa cinco frentes da economia brasileira: telecomunicações, seguros, saneamento, energia e bancos.
A seleção combina filtros quantitativos e qualitativos e prioriza companhias com histórico consistente de lucros e de pagamento de proventos. A ponderação usa o valor de mercado, com limites de participação por empresa, e a carteira passa por rebalanceamento a cada três meses. O BTG Pactual acumula as funções de administrador, custodiante e formador de mercado do ETF.
O que observar no calendário e nas revisões trimestrais
Como a revisão da carteira é trimestral, a composição pode mudar a cada ciclo e alterar o peso dos setores que geram os proventos. O pagamento mensal, por sua vez, segue o calendário do fundo: a data-base de outubro já ficou para trás, e os próximos créditos dependem dos proventos que as empresas da carteira anunciarem.
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Dividendo por cota (outubro de 2026) | R$ 0,823342 |
| Dividendo por cota (mês anterior) | R$ 0,482461 |
| Dividend yield anualizado | 4,64% |
| Cobrança anual do fundo | 0,50% |
| Ativos na carteira | 22 |
| Patrimônio líquido | R$ 60,1 milhões |
| Data-base | 1º de outubro de 2026 |
| Pagamento | 8 de outubro de 2026 |
A estrutura do produto não sofreu alteração com o crédito de outubro. O que o cotista tem em mãos é um veículo de renda variável com distribuição mensal, cujo resultado depende tanto dos proventos das empresas quanto da variação das cotações das ações que compõem o índice — risco de mercado que não desaparece por causa do yield de 4,64%. A diferença entre os dois últimos pagamentos mensais ilustra bem essa variação.
