O Nasdaq Composite fechou com queda de 1,28%, para 22.592 pontos, liderando o movimento de realização de lucros em Wall Street nesta segunda-feira. O Dow Jones Industrial Average recuou 1,53%, a 48.866,16 pontos, enquanto o S&P 500 perdia 1,08%, fixado em 6.835 pontos. O sentimento do mercado foi prejudicado pela incerteza sobre retaliações tarifárias após decisão da Suprema Corte derrubar taxas impostas pelo ex-presidente Donald Trump.

Decisão judicial reverte tarifas de Trump e gera volatilidade

A Suprema Corte dos EUA anulou, por 6 a 3, a maioria das tarifas impostas por Trump sob legislação de emergência, considerando-as ilegais. O ex-presidente anunciou posteriormente uma nova taxa escalonada de 10% a 15%, válida por cinco meses, enquanto busca fundamentos legais duradouros.

ÍndiceVariação (%)Valor final
Dow Jones-1,5348.866,16
S&P 500-1,086.835
Nasdaq-1,2822.592

Setores específicos enfrentam pressões adicionais

Além do debate tarifário, aéreas como Delta (-1,50%), United (-0,96%) e American Airlines (-0,52%) sofreram impacto de atrasos causados por uma nevasca no Nordeste dos EUA. Na ponta oposta, empresas ligadas a criptomoedas, como Strategy (-2,12%) e Coinbase (-3,81%), viram ações despencarem após queda do bitcoin.

EmpresaSectorVariação (%)
Delta Air LinesTransporte aéreo-1,50
United AirlinesTransporte aéreo-0,96
American AirlinesTransporte aéreo-0,52
StrategyTecnologia/cripto-2,12
CoinbaseTecnologia/cripto-3,81
"Simplesmente não se pode apostar contra Trump. Ele quer tarifas e vai encontrar uma maneira de implementá-las", alertou Thomas Hayes, presidente da Great Hill Capital LLC, contextualizando a volatilidade do mercado.

O que isso significa para o investidor

Investidores brasileiros devem considerar os efeitos indiretos da instabilidade norte-americana, especialmente no câmbio e nos fluxos de capital. A persistência do risco tarifário pode prolongar o ajuste das taxas do Federal Reserve (FED), afetando juros reais globais. Carteiras diversificadas devem equilibrar exposição entre defensivos (como empresas de consumo essencial) e ciclos sensíveis à retomada do comércio internacional.

Riscos

  • Retomada da escalada protecionista por Trump após revés judicial
  • Pressão inflacionária global devido a custos de importação alterados
  • Prolongamento da aversão ao risco em ativos tecnológicos de alta capitalização

Perspectiva e Próximos Passos

O mercado observará ações de Trump nos próximos cinco meses, prazo limite para a tarifa temporária de 15%. A volatilidade pode persistir caso não haja definição legal sobre arcabouço tarifário. Além disso, os balanços corporativos do 2T25 e a inflação dos EUA de maio (que pode apontar se o FED começa a reduzir juros em junho) são catalisadores-chave.

As informações deste editorial foram produzidas pela redação do Ativo Virtual com base em reportagem publicada pelo(a) InfoMoney. Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento. Decisões financeiras devem ser tomadas com o auxílio de um profissional certificado.