A C&A Modas S.A. (B3: CEAB3) comunicou nesta terça-feira, 5 de maio de 2026, o encerramento do seu terceiro programa de recompra de ações e a aprovação imediata de uma nova fase. A decisão, tomada pelo Conselho de Administração, visa gerar valor aos acionistas e otimizar a estrutura de capital da varejista, com potencial impacto positivo no lucro por ação e na governança corporativa.

Fim do ciclo anterior com execução consolidada

O programa de recompra vigente desde janeiro de 2025 atingiu a marca de 4.713.800 ações adquiridas, correspondendo a 94,3% da meta inicial. A companhia optou por encerrar a operação antes do vencimento oficial (julho de 2026) para dar início à etapa estratégica seguinte.

Detalhes do 4º Programa de Recompra

A nova iniciativa prevê a aquisição de até 10.000.000 de ações ordinárias, representando aproximadamente 4,9% do capital em circulação (que somava 204.244.409 papéis na data base). O prazo de execução é de até 18 meses, correndo de 5 de maio de 2026 até 8 de novembro de 2027.

As operações serão executadas na B3 (B3SA3) a preço de mercado. A gestão terá autonomia para definir o ritmo e o volume das compras, respeitando a regulamentação da CVM.

O que muda para investidores

A recompra de ações (buyback) é uma ferramenta financeira em que a empresa utiliza caixa próprio para retirar papéis do mercado. A redução do número de ações em circulação eleva mecanicamente o Lucro por Ação (LPA), já que o resultado líquido é dividido por um denominador menor. Para o mercado, esse movimento sinaliza confiança da diretoria na saúde financeira do negócio e pode impulsionar a valorização do ativo no médio prazo.

Além da otimização de capital, os títulos readquiridos poderão ser:

  • Mantidos em tesouraria para alocação estratégica futura;
  • Alienados no mercado, se houver interesse de liquidez;
  • Direcionados a planos de remuneração variável de longo prazo para executivos e colaboradores.

Execução técnica e intermediação

Para assegurar conformidade e eficiência operacional, a C&A contratou quatro corretoras como intermediárias oficiais:

  • Santander Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários;
  • BTG Pactual Corretora de Títulos e Valores Mobiliários;
  • Itaú Corretora de Valores;
  • Bradesco Corretora de Títulos e Valores Mobiliários.

Com a medida, a varejista mantém ativa sua política de retorno de capital, reforçando a disciplina financeira e a transparência junto aos investidores.

Disclaimer: O conteúdo apresentado é meramente informativo e não deve ser considerado como conselho de investimento. Ativo Virtual não se responsabiliza por decisões financeiras tomadas com base nestas informações.