Celesc aprova alienação de participação societária
A Centrais Elétricas de Santa Catarina S.A. (Celesc), listada na B3 sob os tickers CLSC3 e CLSC4, informou ao mercado em Fato Relevante publicado em 16 de abril de 2026, que seu Conselho de Administração aprovou a venda da totalidade de sua participação na Dona Francisca Energética S.A. (DFESA).
A fatia alienada corresponde a 23,03% do capital social da DFESA. A compradora é a Gerdau S.A. (GGBR4), que já é acionista majoritária da empresa com 53,94% de participação. O negócio foi estruturado a partir de uma proposta vinculante que estabelece um enterprise value de R$ 150.000.000,00 para a parte detida pela Celesc.
Detalhes da Transação e Contratos de Energia
De acordo com o documento oficial, o pagamento será realizado em parcela única na data de fechamento da operação. Além da venda das ações, a transação prevê a cessão de direitos e obrigações do "Contrato de Compra e Venda de Energia de Longo Prazo" para a Gerdau. Este contrato, celebrado originalmente entre Celesc e DFESA, havia sido divulgado ao mercado em fevereiro de 2025.
A conclusão do negócio ainda depende de condições precedentes usuais, como a negociação dos documentos definitivos e aprovações regulatórias.
Sobre o Ativo: Usina Hidrelétrica Dona Francisca
A DFESA é a operadora da Usina Hidrelétrica Dona Francisca, localizada no rio Jacuí, no Rio Grande do Sul. Confira os principais dados técnicos do ativo:
- Capacidade Instalada: 125 MW.
- Garantia Física: 72,5 MW médios.
- Localização: Entre os municípios de Agudo e Nova Palma (RS).
- Vigência da Outorga: Até 21 de setembro de 2037.
A concessão é compartilhada com a CEEE (15%), enquanto o consórcio liderado pela DFESA detém os 85% restantes.
O que muda para investidores
Para a Celesc, a operação representa um movimento de desinvestimento em ativos não core (não estratégicos), reforçando o caixa da companhia com a entrada de R$ 150 milhões em parcela única. Este movimento é comum em empresas do setor elétrico que buscam otimizar seu portfólio de geração e focar em distribuição ou em projetos de maior sinergia.
Já para a Gerdau, a aquisição consolida ainda mais sua estratégia de autogestão energética e controle sobre ativos de geração de energia limpa, fundamentais para suas operações industriais de aço.
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