O BRB – Banco de Brasília S.A. (BSLI3, BSLI4) comunicou ao mercado nesta sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026, a renúncia imediata de dois importantes membros de seu Conselho Fiscal. Leonardo Roberto Oliveira de Vasconcelos (membro titular) e Celivaldo Elói Lima de Sousa (membro suplente) protocolaram seus pedidos de desligamento após divergências públicas sobre a origem de suas indicações ao cargo.
Divergência sobre o Fundo Borneo
O ponto central das renúncias envolve o chamado "Fundo Borneo". Em comunicados anteriores emitidos pelo banco no dia 11 de fevereiro, as indicações de Vasconcelos e Sousa haviam sido atribuídas a este fundo. No entanto, em suas cartas de renúncia, ambos os conselheiros negaram veementemente qualquer relação com a entidade.
Celivaldo Elói Lima de Sousa afirmou em sua declaração:
- "Declaro que desconheço integralmente tal indicação pelo fundo Borneo. Declaro ainda que não possuo qualquer vínculo, relação ou conhecimento acerca do referido fundo."
O conselheiro titular, Leonardo Roberto Oliveira de Vasconcelos, seguiu o mesmo tom, reforçando que não conhece os representantes ou administradores do fundo mencionado no Fato Relevante anterior.
O que muda para investidores
A saída repentina de membros do Conselho Fiscal é um evento que demanda atenção dos acionistas, pois o órgão é fundamental para a fiscalização da gestão e transparência das contas da companhia. Entre os principais impactos e pontos de observação, destacam-se:
- Governança Corporativa: A contradição entre a comunicação do banco e o desconhecimento dos conselheiros sobre quem os indicou levanta questionamentos sobre os processos internos de nomeação.
- Substituição de Membros: O BRB deverá, em breve, convocar novas deliberações para preencher as vacâncias no Conselho Fiscal, visando manter a conformidade com as normas da CVM.
- Transparência: O banco reafirmou seu compromisso com a ética e a transparência, seguindo a Resolução CVM nº 44, mas o mercado monitorará como a instituição esclarecerá a origem das indicações ligadas ao Fundo Borneo.
Até o momento, o BRB não forneceu detalhes adicionais sobre como ocorreu o equívoco na atribuição das indicações ao Fundo Borneo em seus sistemas ou comunicados prévios.
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