Conselho da Copasa dá sinal verde para reformas estruturais
A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (CSMG3) deu um passo decisivo em seu processo de desestatização. Em Fato Relevante divulgado nesta quinta-feira (29 de janeiro de 2026), a companhia informou que seu Conselho de Administração aprovou propostas cruciais que serão submetidas à Assembleia Geral Extraordinária.
As medidas visam adequar o estatuto social da empresa aos trâmites necessários para a desestatização, conforme autorizado pela Lei Estadual n.º 25.664/2025. O movimento sinaliza a aceleração do cronograma de saída do controle estatal mineiro sobre a gigante do setor de saneamento.
A criação da Golden Share e Governança
Um dos pontos centrais da reforma é a criação de uma ação preferencial de classe especial, popularmente conhecida como Golden Share. Esta ação será de titularidade exclusiva do Estado de Minas Gerais, nos termos da Lei das S.A., e servirá para garantir que o ente público mantenha certos poderes estratégicos ou de veto mesmo após a venda do controle acionário.
Para viabilizar essa estrutura, a proposta prevê a conversão de uma ação ordinária já detida pelo Estado em uma Golden Share, além da consolidação total do novo estatuto social da companhia.
Condicionantes para a Privatização
O mercado deve observar, entretanto, que a eficácia dessas mudanças estatutárias não é imediata. De acordo com o documento assinado por Adriano Rudek de Moura, Diretor Financeiro e de Relações com Investidores, a reforma e a criação da ação especial estão condicionadas à liquidação da oferta pública de distribuição secundária de ações (Oferta de Privatização) a ser realizada pelo Estado de Minas Gerais.
Pontos-chave da proposta:
- Reforma Estatutária: Adequação total às normas de empresas privadas e ao processo de desestatização.
- Golden Share: Garantia de participação estratégica do Estado de Minas Gerais em decisões específicas.
- Liquidação da Oferta: As mudanças só entram em vigor após a conclusão financeira da venda das ações no mercado.
Contexto de Mercado e Riscos
A Copasa esclareceu que, no momento atual, não está sendo realizada nenhuma oferta pública de valores mobiliários. A efetivação da privatização permanece sujeita a uma série de variáveis, incluindo a obtenção de aprovações de credores, condições macroeconômicas favoráveis no Brasil e a assinatura de contratos definitivos.
A administração informou que disponibilizará oportunamente o Manual de Participação e a Proposta da Administração detalhada nos canais oficiais da CVM e em seu site de Relações com Investidores.
Disclaimer: O conteúdo apresentado é meramente informativo e não deve ser considerado como conselho de investimento. Ativo Virtual não se responsabiliza por decisões financeiras tomadas com base nestas informações.