Em comunicado ao mercado nesta quinta-feira (10), a OSX Brasil (OSXB3) informou que a Assembleia Geral de Credores do Grupo OSX aprovou a suspensão dos trabalhos para permitir a revisão do Plano de Recuperação Judicial. A decisão, apoiada por 99,68% dos créditos presentes na sessão, adia a deliberação final para 3 de agosto de 2026 e estabelece o prazo de 17 de julho para o protocolo de uma nova proposta.

Pedidos de credores e mudanças no plano

A continuidade da assembleia, originalmente instalada em segunda convocação no dia 29 de maio, foi marcada por uma solicitação formal de quatro dos principais credores da dívida do grupo: Banco BTG Pactual (BPAC11), Travessia Securitizadora de Créditos Financeiros XXV S.A., Porto do Açu Operações S.A. e Caixa Econômica Federal S.A. Essas entidades requereram alterações pontuais no cronograma e na estrutura atual do plano de reorganização, especificamente quanto aos meios de recuperação e às formas de pagamento.

Diante da complexidade técnica e jurídica das mudanças requeridas, a Administração Judicial solicitou a suspensão dos trabalhos para que a empresa e os credores analisem o impacto dos novos termos. A assembleia deliberou e fixou as seguintes etapas processuais:

  • Até 17/07/2026: Protocolo da proposta de aditivo ao plano, acompanhado de um quadro comparativo por classe e credor.
  • Em 03/08/2026, às 14h: Realização da sessão em continuação da Assembleia Geral de Credores para votação da nova proposta ou do plano vigente, caso o aditivo não seja entregue.
  • Até 27/08/2026: Prazo final legal para encerramento da assembleia, conforme a Lei nº 11.101/2005.

Os dados da sessão indicam um quórum robusto: do total de R$ 6,49 bilhões em créditos declarados, R$ 5,84 bilhões estavam representados na reunião virtual. A votação pela suspensão contou com 22 votos favoráveis (em número) e 99,68% em valor, contra apenas dois votos contrários, que somam R$ 16,69 milhões.

O que muda para investidores

Para os acionistas da OSX Brasil (OSXB3), o adiamento sinaliza que a reestruturação da dívida ainda está em fase de ajustes críticos. A recuperação judicial é um mecanismo legal que permite empresas em crise financeira renegociarem passivos e manterem operações, evitando a falência imediata. No entanto, alterações no plano podem impactar diretamente o cronograma de pagamentos, a diluição acionária e o fluxo de caixa futuro.

O mercado deve acompanhar duas datas-chave nos próximos dias: o envio do aditivo em 17 de julho e a deliberação final dos credores em 3 de agosto. Caso o novo plano seja aprovado pela maioria das classes (trabalhista, quirografária e microempresas), a tendência é de maior segurança jurídica para a companhia. Outros credores relevantes presentes na assembleia, como o Banco Santander Brasil (SANB11), IBM Brasil e EN PAZ Capital, votaram majoritariamente pela suspensão para analisar as novas condições antes de definir o desfecho do processo.

Disclaimer: O conteúdo apresentado é meramente informativo e não deve ser considerado como conselho de investimento. Ativo Virtual não se responsabiliza por decisões financeiras tomadas com base nestas informações.