Daycoval troca cinco ações e reforça defesa

A carteira recomendada do Daycoval para novembro passou por cinco substituições. O banco trocou Bradesco (BBDC4) por Gerdau (GGBR3), BTG Pactual (BPAC11) por Petrobras (PETR4), Cemig (CMIG4) por Sabesp (SBSP3), Itaúsa (ITSA4) por Telefônica Brasil (VIVT3) e Klabin (KLBN11) por Vale (VALE3). Segundo o banco, a intenção é aumentar a fatia em áreas consideradas mais defensivas e em negócios que costumam ganhar fôlego quando o real perde força.

A seleção final para novembro reúne dez papéis. Além das cinco entradas, seguem na carteira BB Seguridade (BBSE3), Caixa Seguridade (CXSE3), ISA Energia (ISAE4), Itaú (ITUB4) e Taesa (TAEE11). O movimento reduz a exposição a bancos e a alguns nomes domésticos e aumenta o peso de commodities, saneamento e telecomunicações.

Saiu da carteiraEntrou na carteira
Bradesco (BBDC4)Gerdau (GGBR3)
BTG Pactual (BPAC11)Petrobras (PETR4)
Cemig (CMIG4)Sabesp (SBSP3)
Itaúsa (ITSA4)Telefônica Brasil (VIVT3)
Klabin (KLBN11)Vale (VALE3)

Outubro: queda de 8,75% e dólar a R$ 5,44

Em outubro, a carteira do Daycoval recuou 8,75%. O resultado foi melhor que o do Ibovespa, que perdeu 9,88% e encerrou aos 167.921 pontos. Foi o pior desempenho mensal do principal índice da Bolsa brasileira desde junho de 2022. A moeda americana subiu 5,22% e terminou o mês em R$ 5,44.

O Daycoval avalia que dúvidas sobre o rumo político, apreensão com as contas públicas e condições financeiras externas mantiveram a volatilidade alta e deixaram os investidores mais seletivos. Na reta final de outubro, a definição eleitoral para a Presidência levou o mercado a recalcular preços, segundo a instituição. A carteira caiu 8,75% em outubro, contra 9,88% do Ibovespa.

Destaques: seguros sobem, bancos caem

As maiores altas da carteira em outubro vieram de Caixa Seguridade (CXSE3), com +7,55%, e BB Seguridade (BBSE3), com +5,46%. No lado oposto, Bradesco (BBDC4) perdeu 23,78%, BTG Pactual (BPAC11) caiu 19,63% e Itaúsa (ITSA4) recuou 14,73%.

AtivoVariação em outubro
Caixa Seguridade (CXSE3)+7,55%
BB Seguridade (BBSE3)+5,46%
Bradesco (BBDC4)-23,78%
BTG Pactual (BPAC11)-19,63%
Itaúsa (ITSA4)-14,73%

O que a troca muda no risco da carteira

Para quem acompanha a carteira, a troca altera o mapa de risco. Saem Bradesco, BTG e Itaúsa, reduzindo o peso do setor financeiro, e entram Gerdau, Petrobras e Vale, que ampliam a exposição a commodities e ao câmbio. Sabesp e Telefônica acrescentam setores regulados e de receita mais previsível, enquanto a saída de Cemig e Klabin diminui a presença em elétricas e papel e celulose.

Esse desenho pode indicar uma busca por proteção em empresas com receita dolarizada ou ligada a preços internacionais, que historicamente tendem a responder melhor quando o real se desvaloriza. A contrapartida é a maior sensibilidade a ciclos de commodities e a decisões de política externa. A composição é uma seleção da instituição, não uma indicação do Ativo Virtual.

O que observar em novembro

O desempenho da nova carteira depende de fatores que o próprio banco destaca que a trajetória do dólar, o humor do mercado com o quadro fiscal e a resposta das empresas ligadas a commodities. Como a composição tem mais nomes exportadores ou com receita atrelada ao exterior, oscilações do câmbio e dos preços internacionais tendem a ter peso maior no resultado. A carteira também concentra mais risco em setores regulados, que costumam reagir a mudanças regulatórias.