Principais pontos

  • "o grande destaque matemático recai sobre os títulos atrelados à inflação, que pagam até IPCA + 8,300%"
  • "O DI para janeiro de 2035, por exemplo, saltou para 14,635%, acumulando alta de 8,1 pontos-base"
  • "A única exceção à regra de alta foi a ponta curta: o DI para janeiro de 2027 recuou 0,6 ponto-base"

Curva longa do DI dispara: o que muda para o IPCA+

A prateleira de renda fixa da XP apresenta, nesta sexta-feira (14), um cenário de prêmios elevados para quem está disposto a travar a taxa por prazos mais longos. Enquanto o mercado de emissão bancária oferece CDBs (Certificados de Depósito Bancário) prefixados com rentabilidade de até 13,840% ao ano, o grande destaque matemático recai sobre os títulos atrelados à inflação, que pagam até IPCA + 8,300% para vencimentos superiores a um ano.

O Disparo da Curva Longa e o Prêmio de Inflação

Para compreender a força desses números na ponta do balcão, é preciso observar o movimento do mercado secundário. Na última quinta-feira (13), as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) fecharam em alta na maior parte dos vencimentos. A ponta longa liderou esse movimento em um dia marcado por novos dados de inflação nos Estados Unidos e pela espera de sinais sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).

O DI para janeiro de 2035, por exemplo, saltou para 14,635%, acumulando alta de 8,1 pontos-base em relação ao ajuste de 14,554% da sessão anterior. Na ponta intermediária, o DI para janeiro de 2028 terminou em 13,930%, com avanço de 0,9 ponto-base ante os 13,921% do dia anterior.

A única exceção à regra de alta foi a ponta curta: o DI para janeiro de 2027 recuou 0,6 ponto-base, fechando em 13,745%, contra 13,751% do pregão anterior. Os demais vencimentos intermediários também acompanharam a alta.

Essa inclinação da curva de juros — onde o prêmio de longo prazo supera a ponta curta — sinaliza que o mercado precifica riscos fiscais e inflacionários mais elevados para o futuro. Para o investidor pessoa física, a consequência direta é o aumento do custo de oportunidade de deixar recursos em títulos de curtíssimo prazo. Travar ganhos reais expressivos na ponta longa torna-se uma estratégia de proteção patrimonial historicamente observada em ciclos de alta da curva longa.

Mapa de Oportunidades na Prateleira da XP

Essa inclinação da curva de juros se reflete diretamente nas ofertas isentas de Imposto de Renda para pessoa física, como LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) e LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio).

  • LCAs: Taxas prefixadas de até 10,880% em um ano; atreladas à inflação pagando até IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) + 5,740% em 12 meses; e pós-fixadas rendendo até 83% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário) em prazos superiores a um ano.
  • LCIs: Prefixadas de até 11,000% em 12 meses, e pós-fixadas pagando até 80,5% do CDI com vencimento em um ano.
  • CDBs pós-fixados: Oferecem até 102% do CDI em 12 meses.

Entre as ofertas pontuais de emissores específicos disponíveis na plataforma, a leitura do investidor deve considerar os seguintes ativos e prazos:

EmissorAtivoTaxaVencimento
Banco XCDBIPCA + 7,950%agosto/2030
CloudwalkCDB104% do CDIagosto/2027
OriginalLCA89% do CDIagosto/2028
BS2CDB102% do CDIjaneiro/2029