Principais pontos
- A operação será liquidada com dação em pagamento das debêntures da 4ª ou da 5ª emissão.
- A remuneração será de 100% da Taxa DI acrescida de 3,90% ao ano.
- A companhia já recebeu intenções de subscrição de aproximadamente R$200.000.000,00.
A CVC Brasil Operadora e Agência de Viagens S.A. (CVCB3) aprovou em 4 de setembro de 2026 a 7ª emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, de até R$450.000.000,00, segundo o fato relevante divulgado pela companhia. A operação é uma troca de títulos da 4ª e da 5ª emissões, sem captação de recursos líquidos novos.
A decisão foi tomada pelo Conselho de Administração em reunião realizada na mesma data, conforme informado no documento assinado pelo diretor financeiro e de relações com investidores, Felipe Pinto Gomes.
A companhia afirmou que a emissão reforça o compromisso em otimizar sua estrutura de capital e gestão de caixa.
Mecânica da 7ª emissão
Segundo o fato relevante, as debêntures serão colocadas por oferta pública de distribuição primária nos termos da Resolução CVM nº 160.
| Item | Condição informada |
|---|---|
| Valor total | até R$450.000.000,00 |
| Quantidade total | até 450.000.000 debêntures |
| Colocação mínima | 150.000.000 debêntures, equivalentes a R$150.000.000,00 |
| Prazo de vencimento | três anos contados da data de emissão |
| Carência de principal | 12 meses contados da data de emissão |
| Remuneração | 100% da Taxa DI acrescida de 3,90% ao ano |
| Diferença de custo | redução de 60 Basis Points (BPS) em relação às 4ª e 5ª emissões |
| Estimativa máxima de colocação | R$428.000.000,00 |
A remuneração será de 100% da Taxa DI acrescida de 3,90% ao ano.
Debêntures simples, não conversíveis em ações, são títulos de dívida que não podem ser convertidos em ações da emissora.
A Taxa DI é a taxa de juros das operações interbancárias usada como referência para remuneração de títulos no Brasil.
Quem pode participar
- Público exclusivamente destinado a investidores profissionais, conforme a Resolução CVM nº 30, que sejam titulares de debêntures da 4ª e da 5ª emissão da companhia.
- A oferta foi denominada pela companhia como Oferta ou Exchange Offer e é coordenada pelo Banco Citibank S.A..
- A operação será liquidada com dação em pagamento das debêntures da 4ª ou da 5ª emissão.
- A subscrição e a integralização ocorrerão à vista, no ato da subscrição, sem captação de recursos líquidos pela companhia.
- Exchange Offer é o nome usado para a operação de troca de títulos antigos por títulos novos.
O que muda para investidores
- Debenturistas da 4ª e da 5ª emissão que sejam investidores profissionais têm a possibilidade de trocar os títulos atuais pelos novos papéis com prazo de três anos e carência de 12 meses.
- A companhia já recebeu intenções de subscrição de aproximadamente R$200.000.000,00.
- A companhia informou que a melhor estimativa de volume máximo de colocação é de R$428.000.000,00, observada a possibilidade de distribuição parcial desde o mínimo de R$150.000.000,00.
- Para a companhia, não há entrada nova de caixa, pois os novos títulos serão pagos com a entrega dos antigos.
Contexto declarado pela companhia
A companhia informou que a emissão reforça o compromisso em otimizar a estrutura de capital e a gestão de caixa.
No documento, a companhia reafirmou o compromisso com desalavancagem, redução do custo de capital e disciplina financeira, assegurando níveis adequados de liquidez sem comprometer a capacidade de investimento atual e futura.
Os detalhes sobre participação estão no Comunicado ao Mercado, no Aviso aos Debenturistas, no Aviso ao Mercado da Oferta, na ata do Conselho de Administração e na escritura de emissão, divulgados na mesma data e disponíveis nos websites da CVM e de relações com investidores da companhia.
