Principais pontos

  • as condições precedentes para a consumação da operação de alienação das ações representativas de 100% das ações de emissão
  • o valor da Operação recebido nesta data foi de R$ 1,638 bilhão
  • Os recursos decorrentes da Operação serão destinados à trajetória de desalavancagem

A Energisa S.A. (ENGI3) comunicou ao mercado a conclusão da venda de seus ativos de transmissão. A holding e sua controlada, Energisa Transmissão de Energia S.A. (ETE), informaram que as condições precedentes para a consumação da operação de alienação das ações representativas de 100% das ações de emissão das cinco sociedades foram cumpridas.

A transação representa uma injeção expressiva de recursos. Conforme o fato relevante, o valor da Operação recebido nesta data foi de R$ 1,638 bilhão, consolidando o desinvestimento no setor. O montante corresponde ao equity value de R$ 1,545 bilhão, corrigido pelo CDI desde 31 de dezembro de 2025, somado aos ajustes contratuais. A dívida líquida dos ativos transmitidos estava em R$ 747,1 milhões na data-base de 30 de junho de 2026.

Detalhamento financeiro da operação

IndicadorValorReferência
Valor Recebido na OperaçãoR$ 1,638 bilhão12/08/2026
Equity ValueR$ 1,545 bilhão21/05/2026 (corrigido pelo CDI)
Dívida Líquida dos AtivosR$ 747,1 milhões30/06/2026
RAP Remanescente (Ciclo 26/27)R$ 737 milhões5 ativos operacionais + 3 em construção

Ativos alienados e operação remanescente

A operação envolveu a venda integral das participações em:

  • Energisa Tocantins Transmissora de Energia I S.A. (ETT)
  • Energisa Tocantins Transmissora de Energia II S.A. (ETT II)
  • Energisa Pará Transmissora de Energia I S.A. (EPA I)
  • Energisa Pará Transmissora de Energia II S.A. (EPA II)
  • Energisa Goiás Transmissora de Energia I S.A. (EGO)

O desinvestimento não encerra a atuação da holding no setor. O Grupo Energisa continuará operando uma plataforma no segmento de transmissão que totaliza uma receita anual permitida (RAP) para o ciclo 26/27 de R$ 737 milhões, considerando os 5 ativos operacionais e 3 ativos em construção.

Destinação de recursos e estratégia

A companhia reforçou que a movimentação está alinhada à estratégia de otimização de sua estrutura de capital e de reciclagem de capital. Os recursos decorrentes da Operação serão destinados à trajetória de desalavancagem, mantendo o foco na maximização de valor para os acionistas.

O que muda para investidores

A conclusão do negócio, previamente anunciado em maio de 2026, materializa a estratégia de reciclagem de portfólio da gestão. Para o mercado, o evento traz a confirmação do aporte ao caixa, que será direcionado à redução do endividamento líquido do grupo. A base de receitas reguladas remanescente passa a ser sustentada pelos ativos de Tocantins, Pará e Goiás que não foram alienados.