A Inepar S.A. Indústria e Construções, em recuperação judicial, informou aos acionistas que ainda não definiu a relação de troca para converter as ações preferenciais (INEP4) em ações ordinárias (INEP3). Segundo o comunicado, o Conselho de Administração se reúne em 16/11/2026 para analisar o parecer técnico da CVM.
Ficha do evento
| Item | Dado |
|---|---|
| Companhia | Inepar S.A. Indústria e Construções (em recuperação judicial) |
| Códigos B3 | INEP3 / INEP4 |
| Tema | Conversão de ações preferenciais em ordinárias |
| Data do aviso | 06/11/2026 |
| Parecer da CVM | Parecer Técnico nº 127/2026-CVM/SEP/GEA-1 |
| Próxima reunião | 16/11/2026 |
| Relação de troca | Ainda não definida |
| Próxima etapa | Divulgação dos critérios e nova AGE |
Por que o tema voltou à pauta
O comunicado cita as diretrizes de governança do Plano de Recuperação Judicial da companhia, aprovado em assembleia de credores em 13/05/2015 e homologado judicialmente em 21/05/2015. Segundo o documento, uma deliberação aprovada na 82ª Assembleia Geral Extraordinária, realizada em 14/10/2015, perdeu eficácia por não ter sido ratificada a tempo pela Assembleia Geral Especial de Preferencialistas, por insuficiência de quórum.
Com isso, o Conselho de Administração retomou a análise da conversão da totalidade das ações preferenciais em ordinárias.
Divergência técnica e consulta à CVM
Nas 400ª (06/04/2026) e 404ª (27/05/2026) reuniões do conselho, o órgão examinou critérios e metodologias distintos para apurar a relação de troca. Como os estudos apresentados apontaram fatores de conversão diferentes, o colegiado decidiu, por unanimidade, adiar a deliberação e enviar consulta formal à CVM sobre os critérios técnicos e econômicos aplicáveis.
O que disse a área técnica da CVM
A Superintendência de Relações com Empresas (SEP) emitiu o Parecer Técnico nº 127/2026-CVM/SEP/GEA-1, encaminhado por meio do Ofício nº 261/2026/CVM/SEP/GEA-1. De acordo com a companhia, a área técnica esclareceu que não cabe à autarquia chancelar previamente uma relação de troca específica. O parecer também aponta:
- necessidade de reforma prévia ou concomitante do Estatuto Social (art. 5º, § 4º);
- observância de aprovação em Assembleia Geral Especial de Preferencialistas;
- recomendações técnicas para a fundamentação econômica da operação.
Próximos passos
- O parecer será submetido à análise do Conselho de Administração na reunião de 16/11/2026.
- Depois de deliberado, o conselho divulgará aos acionistas e ao mercado os critérios definidos para a conversão.
- Os critérios serão submetidos à deliberação de nova Assembleia Geral Extraordinária e da respectiva Assembleia Especial de Acionistas.
O que muda para investidores
- Até o momento, o comunicado não traz relação de troca nem critérios de conversão definidos.
- A operação depende de etapas societárias ainda não concluídas: deliberação do conselho, reforma do estatuto e assembleias gerais e especial.
- O documento não traz valores, prazos de conversão nem projeções para as ações. Eventuais leituras sobre o resultado da operação não constam do comunicado e podem mudar conforme as próximas deliberações.
Termos técnicos explicados
- Relação de troca: proporção em que cada ação preferencial seria convertida em ação ordinária.
- Assembleia Geral Especial de Preferencialistas (AGESP): assembleia restrita aos detentores de ações preferenciais, cuja aprovação o parecer aponta como necessária.
- Parecer técnico: manifestação formal da área técnica da CVM sobre o tema consultado.
- Recuperação judicial: processo judicial de reorganização das dívidas de uma empresa.
Informações conforme o aviso aos acionistas divulgado pela companhia em 06/11/2026.
