Principais pontos
- A JBS VIVA será detida, imediatamente após o Fechamento, em partes iguais pela JBS S.A. e pela VIVA Holding, com 50% das ações para cada uma.
- A JBS VIVA terá governança paritária, com Conselho de Administração composto por até seis membros, sendo três indicados pela JBS S.A. e três pela VIVA Holding.
- Segundo o fato relevante, a operação dá continuidade ao comunicado divulgado em 25 de novembro de 2025.
- O Fechamento da Transação permanece sujeito e condicionado ao atendimento de condições precedentes comuns a esse tipo de operação.
A JBS N.V. (NYSE: JBS; B3: JBSS32) e a JBS S.A. comunicaram ao mercado que, em 15 de setembro de 2026, a JBS S.A. celebrou o Acordo de Associação e Outras Avenças com a VIVA Holding Ltda. O acordo estabelece os termos definitivos para a combinação dos ativos e atividades de produção, beneficiamento e comercialização de couros das duas companhias, por meio de uma nova sociedade denominada JBS VIVA.
Segundo o fato relevante, a operação dá continuidade ao comunicado divulgado em 25 de novembro de 2025.
A Vanz Holding Ltda. e a Viposa Participações Ltda. — reunidas no documento sob a designação Acionistas Viva — figuram como intervenientes anuentes e garantidoras. A VIVA S.A. e a JBS Couros Brasil Ltda. participam como intervenientes anuentes.
Como fica a estrutura da JBS VIVA
- A JBS VIVA será detida, imediatamente após o Fechamento, em partes iguais pela JBS S.A. e pela VIVA Holding, com 50% das ações para cada uma.
- A JBS S.A. subscreverá as novas ações ordinárias da JBS VIVA e as integralizará mediante a contribuição da totalidade das quotas da JBS Couros, empresa que será detentora de todos os ativos da divisão de couros da JBS S.A.
- Antes do Fechamento, serão realizadas reorganizações societárias para concentrar na VIVA Holding a titularidade da totalidade das ações da VIVA S.A., segregar os ativos e atividades excluídos da Transação e transferir os ativos de couros da JBS S.A. para a JBS Couros.
- A Transação abrangerá os ativos de couros da JBS S.A. e de suas subsidiárias no exterior, além dos ativos da VIVA ligados à produção de couros e à fabricação e comercialização de insumos químicos usados no processamento de couros.
A divisão acionária é 50% para a JBS S.A. e 50% para a VIVA Holding.
Governança paritária
A JBS VIVA terá governança paritária, com Conselho de Administração composto por até seis membros, sendo três indicados pela JBS S.A. e três pela VIVA Holding.
| Cargo | Indicação |
|---|---|
| Presidente do Conselho de Administração | JBS S.A. (sem voto de qualidade) |
| Diretor Financeiro | JBS S.A. |
| Diretor Executivo | VIVA Holding |
| Diretor de Operações | VIVA Holding |
Ativos que ficam fora da transação
O documento lista quatro grupos de ativos e atividades excluídos, que serão segregados antes do Fechamento e permanecerão fora do perímetro da operação, sendo explorados individualmente pelas respectivas partes:
- As atividades e os ativos de colágeno e gelatina de ambas as partes.
- Os ativos, estoques e atividades de couros relacionados à operação da planta da JBS em Cactus, Texas, nos Estados Unidos.
- Os ativos da divisão de couros da JBS S.A. situados na Alemanha, no Uruguai e no México.
- Os ativos da VIVA não utilizados atualmente na sua operação de couros.
Contratos de fornecimento previstos
A JBS S.A. e a JBS VIVA celebrarão dois contratos previstos no acordo:
- Contrato de Fornecimento de Couro, pelo qual a JBS S.A. fornecerá à JBS VIVA couro cru produzido por seus frigoríficos no Brasil.
- Contrato de Fornecimento de Matéria-Prima, pelo qual a JBS VIVA se compromete a vender à JBS S.A. o volume correspondente de aparas e raspas geradas durante o processamento do couro fornecido pela JBS S.A., destinado à indústria de gelatina, colágeno e produtos correlatos da JBS S.A.
O que muda para investidores
O Fechamento da Transação permanece sujeito e condicionado ao atendimento de condições precedentes comuns a esse tipo de operação. De acordo com o fato relevante, não há garantia quanto ao momento de implementação da Transação — a conclusão depende de etapas cujo calendário a companhia não detalhou.
O documento foi assinado em Amstelveen, em 15 de setembro de 2026, por Guilherme Perboyre Cavalcanti, CFO Global e Diretor de Relações com Investidores da JBS, e inclui a ressalva habitual sobre declarações prospectivas (forward-looking statements).
