Principais pontos
- A Motiva concluiu em 1 de setembro de 2026 a venda da totalidade das ações da CPC para a Aeropuerto de Cancún, subsidiária da ASUR.
- O preço recebido pela Motiva foi de R$ 5,187 bilhões, após ajustes sobre o equity value de R$ 5,0 bilhões.
- Com a conclusão, a ASUR passou a deter diretamente o controle da CPC, holding dos ativos aeroportuários.
A Motiva concluiu em 1 de setembro de 2026 a venda da totalidade das ações da CPC para a Aeropuerto de Cancún, subsidiária da ASUR.
Segundo o fato relevante divulgado pela Motiva Infraestrutura de Mobilidade S.A. (MOTV3), foram integralmente satisfeitas as condições precedentes previstas no contrato de compra e venda de ações. A operação é continuidade do fato relevante anunciado em 18 de novembro de 2025.
O preço recebido pela Motiva foi de R$ 5,187 bilhões, após ajustes sobre o equity value de R$ 5,0 bilhões.
Mecânica da transação
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Vendedora | Motiva Infraestrutura de Mobilidade S.A. (MOTV3) |
| Compradora | Aeropuerto de Cancún, S.A. de C.V., subsidiária do Grupo Aeroportuario del Sureste (ASUR) |
| Ativo vendido | Totalidade das ações da Companhia de Participações em Concessões – CPC |
| Equity value base | R$ 5,0 bilhões |
| Preço final recebido | R$ 5,187 bilhões |
| Anúncio inicial | 18 de novembro de 2025 |
| Conclusão | 1 de setembro de 2026 |
Com a conclusão, a ASUR passou a deter diretamente o controle da CPC, holding dos ativos aeroportuários.
A CPC é a holding que concentra as participações societárias da Motiva em seus ativos aeroportuários no Brasil e no exterior. Com a transferência, o controle direto dessa estrutura passa para a ASUR.
A companhia informou que a conclusão representa mais uma etapa da execução do plano estratégico, com simplificação do portfólio e destravamento de valor dos ativos.
O que muda para investidores
- Saída integral da plataforma de aeroportos: a Motiva não detém mais ações da CPC.
- Entrada de caixa de R$ 5,187 bilhões, valor apurado após ajustes contratuais usuais sobre o equity value inicial.
- Simplificação do portfólio e fortalecimento da capacidade financeira para investimentos em novos projetos de infraestrutura, conforme justificativa declarada no documento.
- Condições precedentes — exigências contratuais que precisavam ser cumpridas antes do fechamento — foram integralmente satisfeitas, segundo a companhia.
- Equity value — valor atribuído ao capital próprio da empresa na transação, antes de ajustes de fechamento — foi fixado em R$ 5,0 bilhões.
Contexto declarado pela companhia
No fato relevante de 1 de setembro de 2026, assinado pelo diretor vice-presidente de Finanças e de Relações com Investidores, Rodrigo Araujo Alves, a Motiva afirma que a operação permite simplificar o portfólio, destravar valor e reforçar a capacidade de investir em mobilidade e infraestrutura.
