Petrobras arremata 21 blocos em leilões da ANP

A Petrobras (PETR4) informou, em fato relevante divulgado em 8 de outubro de 2026, que participou do 4º Ciclo de Oferta Permanente de Partilha de Produção e do 6º Ciclo de Oferta Permanente de Concessão promovidos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Ao todo, a companhia arrematou 21 blocos nas bacias de Campos, Santos e Ceará.

O valor total de bônus de assinatura a ser pago pela companhia até 30 de dezembro de 2026, referente aos 21 blocos arrematados nos dois ciclos, é de R$ 3.219.251.245,60, segundo o próprio comunicado.

O que a Petrobras adquiriu no 4º Ciclo de Partilha de Produção

No regime de partilha, a companhia adquiriu os blocos Azurita, na bacia de Campos, e Cruzeiro do Sul, na bacia de Santos, ambos com 100% de participação e a Petrobras como operadora.

BaciaBlocoComposição do consórcioExcedente em óleo para a UniãoBônus — parcela Petrobras (R$)
CamposAzuritaPetrobras* 100%30,00%98.365.884,50
SantosCruzeiro do SulPetrobras* 100%15,27%134.035.000,00
Total———232.400.884,50

*Operadora.

De acordo com o documento, a oferta do percentual do excedente em óleo a ser disponibilizado para a União foi o único critério adotado pela ANP para definir a proposta vencedora, já constando previamente no edital o valor fixo do bônus de assinatura.

O que a Petrobras adquiriu no 6º Ciclo de Concessão

No regime de concessão, a estatal arrematou 12 blocos na Bacia de Campos com 100% de participação e sete blocos na Bacia do Ceará, onde atua como operadora com 70%, em parceria com a QatarEnergy Brasil Ltda, que detém 30%.

  • Bacia de Campos (100% Petrobras, operadora): C-M-111, C-M-159, C-M-113, C-M-115, C-M-161, C-M-163, C-M-165, C-M-214, C-M-216, C-M-281, C-M-283 e C-M-352.
  • Bacia do Ceará (Petrobras 70% / QatarEnergy 30%): CE-M-471, CE-M-473, CE-M-475, CE-M-477, CE-M-537, CE-M-539 e CE-M-665.
BaciaBlocosComposição do consórcioPEM total (UTs)Bônus — parcela Petrobras (R$)
CearáCE-M-471, CE-M-473, CE-M-475, CE-M-477, CE-M-537, CE-M-539 e CE-M-665Petrobras* 70% / QatarEnergy 30%78019.922.000,00
CamposC-M-111, C-M-159, C-M-214, C-M-113, C-M-115, C-M-161, C-M-163, C-M-165, C-M-216, C-M-281, C-M-283 e C-M-352Petrobras* 100%40032.966.928.361,10
Total———2.986.850.361,10

*Operadora.

A companhia explica que, nesse ciclo, foram considerados como critérios de julgamento o bônus de assinatura e o Programa Exploratório Mínimo (PEM) a ser aplicado no bloco, expresso em Unidades de Trabalho (UTs) — que abrangem as atividades a serem realizadas durante a fase exploratória.

O que muda para investidores

O fato relevante é um comunicado sobre alocação de capital em exploração e produção, e não sobre pagamento de proventos a acionistas. Os pontos que o documento destaca são:

  • O desembolso de R$ 3.219.251.245,60 em bônus de assinatura está previsto para ocorrer até 30 de dezembro de 2026.
  • Os valores são a parcela da Petrobras nos consórcios, ou seja, 100% nos blocos em que detém participação integral e 70% nos blocos da Bacia do Ceará compartilhados com a QatarEnergy.
  • Não há, no documento, menção a data-ex, assembleia, dividendos ou qualquer evento societário relacionado a esses leilões.

Contexto declarado pela companhia

Segundo o próprio fato relevante, a participação nos dois ciclos de oferta permanente está alinhada à estratégia de longo prazo da companhia e fortalece o perfil da Petrobras de principal operadora de campos de petróleo localizados em águas ultra profundas, potencializando a recomposição de reservas para o futuro da companhia.

A Petrobras afirma ainda que atuou seletivamente nos leilões de forma a assegurar a incorporação de mais de 18 mil km² em seu portfólio exploratório. O documento é assinado pela área de Relações com Investidores e foi divulgado ao mercado como fato relevante.