O Grupo Multilaser S.A. (B3: MLAS3) informou nesta segunda-feira, 23 de junho de 2026, que seu Conselho de Administração aprovou um novo programa de recompra de ações na B3. A iniciativa autoriza a aquisição de até 12,26 milhões de papéis, utilizando recursos de reservas de lucros no valor de R$ 97,76 milhões, com validade de 18 meses. A operação tem como foco principal otimizar a estrutura de capital da empresa e servir como alternativa complementar à distribuição de proventos, reforçando o compromisso da administração com a geração de valor para os acionistas.
Detalhes técnicos do programa
De acordo com o comunicado oficial, as aquisições ocorrerão a preço de mercado, com total discricionariedade da diretoria quanto ao momento e ao volume de papéis negociados. A BTG Pactual foi designada como instituição intermediária para executar as ordens na bolsa.
- Limite de ações: Até 12.269.939 ações ordinárias, representando 3,22% do total em circulação e 1,50% do total emitido;
- Vigência: De 22 de junho de 2026 a 21 de dezembro de 2027, alinhado ao prazo regulamentar da CVM;
- Recursos financeiros: R$ 97.765.261,79 provenientes de reservas de lucros (excluídas as reservas legal e de incentivos fiscais), com base nos demonstrativos do 1º trimestre de 2026;
- Destino dos papéis: Poderão ser cancelados, alienados, mantidos em tesouraria ou destinados a planos de remuneração baseada em ações.
Atualmente, a empresa possui 380.668.587 ações ordinárias em circulação e já mantém 13.107.697 em tesouraria.
O que muda para investidores
Programas de recompra (conhecidos como buyback) são mecanismos de retorno ao acionista nos quais a própria empresa compra seus papéis no mercado. Isso sinaliza que o conselho enxerga valor na ação e pode aumentar o lucro por ação (LPA) ao reduzir a quantidade de papéis ativos. Para o investidor da MLAS3, a medida traz efeitos práticos:
- Suporte à liquidez e cotação: A demanda institucional gerada pela empresa no pregão tende a amortecer volatilidades negativas e oferecer suporte técnico ao ativo;
- Eficiência no retorno de caixa: A recompra oferece flexibilidade tributária e operacional em relação aos dividendos, permitindo que o caixa retorne à companhia caso o plano seja cancelado ou as ações fiquem em tesouraria;
- Diluição revertida: Caso parte dos papéis adquiridos seja usada para planos de remuneração ou mantida em tesouraria, a administração controla diretamente a oferta circulante.
Todas as operações serão reportadas periodicamente à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e à B3, conforme exigido pela Resolução CVM nº 77 e pela legislação societária vigente.
Disclaimer: O conteúdo apresentado é meramente informativo e não deve ser considerado como conselho de investimento. Ativo Virtual não se responsabiliza por decisões financeiras tomadas com base nestas informações.
