O Ibovespa Futuro subiu 0,77% às 9h06 do horário de Brasília, com os investidores priorizando os segmentos de tecnologia em um cenário de menor atenção às tarifas dos EUA. O contrato para abril negociava a 196.550 pontos, refletindo a antecipação de resultados importantes de empresas como a Nvidia e um cenário político interno que começa a ganhar contornos mais definidos.
Foco no setor de tecnologia
As ações de empresas de software em mercados globais como EUA e Europa subiram na terça-feira seguinte ao anúncio de novos plug-ins pela Anthropic, laboratório de inteligência artificial. A expectativa pelo balanço da Nvidia, uma das maiores empresas do mundo em valor de mercado, pesa como catalisador importante. Os analistas projetam um aumento de 62% no lucro para o trimestre até janeiro, e 68% na receita, consolidando ainda mais o papel da empresa em setores estratégicos como chips gráficos e inteligência artificial.
| Metric | Valor |
|---|---|
| Lucro projetado | +62% |
| Receita projetada | +68% |
| Trimestres consecutivos de beats vs. estimativa | 13 |
Cenário externo e commodities
Os mercados norte-americanos seguem positivos com o Dow Jones Futuro em alta de 0,26%, Nasdaq Futuro e S&P 500 Futuro ambos com 0,23% de valorização. Os mercados da Ásia-Pacífico, liderados pelo Nikkei (Japão) e Kospi (Coreia do Sul), também fecharam em recorde histórico, impulsionados pelo avanço na área de tecnologia em Wall Street. Na Europa, a leve relaxada nos temores após a entrada em vigor da tarifa de 10% proposta por Donald Trump ajudou no otimismo, embora as taxas iniciais de 15% tenham sido evitadas.
Na commodity, o dólar futuro para março cai 0,61% em R$ 5,131 (de R$ 5,255), enquanto o preço do petróleo avança com atenções às possíveis negociações entre os EUA e o Irã e movimentação de tropas no Oriente Médio. O minério de ferro, por sua vez, subiu na China com a expectativa por maior demanda após a retomada da atividade pós-feriado do Ano Novo Lunar.
Tensão eleitoral 2026
O cenário eleitoral interno volta a chamar atenção com a divulgação da pesquisa AtlasIntel para a eleição presidencial de outubro. Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera com 45% a 47% das intenções de voto no primeiro turno, enfrenta dificuldades em cenários de segundo turno frente ao senador Flávio Bolsonaro (33% a 40%) e o governador Tarcísio de Freitas, registrando números próximos que revelam empate técnico. Além disso, a desaprovação ao governo Lula alcança 51,5%, indicando que a campanha eleitoral caminha para um embate polarizado.
O que isso significa para o investidor
Esses movimentos refletem um ambiente no qual o otimismo em setores específicos do mercado compensa pressões eleitorais e macroeconômicas. O balanço da Nvidia pode impulsionar novamente o setor de tecnologia, afetando tanto ações globais quanto o Ibovespa via externalidades de fluxo e risco-país. Domesticalemente, o cenário eleitoral em formação pode trazer volatilidade, especialmente conforme as intenções de voto e avaliações de governo se ajustam nas próximas pesquisas. O comportamento do dólar futuro e commodities como petróleo e minério de ferro também influencia setores sensíveis na B3.
Riscos
- O balanço da Nvidia pode decepcionar e revisar as expectativas por desempenho futuro.
- Aumento da polarização eleitoral pode afetar a percepção de risco doméstico.
- Conflito geopolítico no Oriente Médio eleva preços do petróleo, complicando controlabilidade da inflação global.
Perspectiva e Próximos Passos
O balanço da Nvidia, previsto para após o fechamento nos EUA, e a divulgação dos dados fiscais brasileiros do governo central, prevista ainda no mesmo dia às 14h30, são os principais catalisadores do dia. No campo político, as pesquisas subsequentes devem ajustar a corrida presidencial e revelar um quadro mais claro sobre tendências eleitorais em 2026.
