O Conselho de Administração da Iguatemi S.A. (IGTI11), vinculada ao grupo Jereissati Participações, comunicou nesta segunda-feira (9) o encerramento do programa de recompra de ações vigente e a aprovação imediata de um novo mecanismo de buyback. Com validade estendida até dezembro de 2027, a operação autoriza a companhia a direcionar até R$ 60,27 milhões para a aquisição de seus próprios papéis no mercado, reforçando a gestão estratégica de capital e sinalizando confiança na geração de caixa do setor de shopping centers.
O programa anterior, aprovado em fevereiro de 2025 e com vencimento original em julho de 2026, foi finalizado de forma antecipada para ceder espaço à nova estrutura. Conforme o fato relevante, a Iguatemi poderá adquirir até R$ 60.267.824,90 em Units IGTI11, que combinam ações ordinárias e preferenciais. Com base na última cotação de fechamento, o valor equivale a aproximadamente 2.451.905 Units (cerca de 7,35 milhões de ações individuais), sem prejuízo de compras adicionais dentro do teto financeiro e respeitando as normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
As negociações poderão ocorrer por um prazo máximo de 18 meses, iniciando hoje e seguindo até 9 de dezembro de 2027. O capital utilizado será lastreado pelas reservas de lucro e de capital da empresa (excluídas as reservas legais, de lucros a realizar e de incentivos fiscais) e pelo resultado já realizado no exercício em curso, garantindo que não haja interferência no pagamento do dividendo obrigatório aos acionistas.
O que muda para investidores
A recompra de ações é uma ferramenta clássica de alocação de caixa que impacta diretamente a estrutura societária e a percepção de valor. Para os detentores de IGTI11, a operação traz três implicações práticas:
- Valorização do Lucro por Ação (EPS): ao retirar ações de circulação, o lucro líquido da empresa é distribuído entre menos títulos, aumentando a rentabilidade atribuível a cada papel restante.
- Suporte de preço e liquidez: a presença da própria empresa como compradora no mercado secundário pode criar um piso natural para a cotação, absorvendo oferta em momentos de volatilidade e melhorando a negociabilidade.
- Bônus para executivos ou cancelamento: parte das ações adquiridas será mantida em tesouraria para custear planos de remuneração variável baseados em ações, alinhando a gestão à criação de valor. O saldo remanescente pode ser alienado ou cancelado definitivamente, aumentando a participação percentual dos demais sócios.
O novo programa segue integralmente a Resolução CVM nº 77 e o Anexo G da Resolução CVM nº 80, garantindo transparência e equidade nas operações. A medida reforça a disciplina financeira da Iguatemi e demonstra uma postura ativa de retorno de capital aos acionistas, alinhada às melhores práticas de governança corporativa do mercado brasileiro.
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