A Iguatemi S.A. (IGTI11), controlada pela Jereissati Participações (JERE3), informou nesta segunda-feira (09) o encerramento do seu atual programa de recompra de ações e a aprovação imediata de um novo ciclo de aquisições no mercado secundário.

Com aval do Conselho de Administração, o novo mecanismo prevê a compra de até R$ 60,26 milhões em ativos da empresa, com vigência por 18 meses. A medida tem como foco a gestão estratégica de capital e a execução de planos de remuneração variável para executivos e colaboradores.

Detalhes do novo programa de recompra

O comunicado oficial detalha as principais condições da nova iniciativa, que substitui o cronograma vigente até 31 de julho de 2026. Os pontos-chave incluem:

  • Valor máximo: R$ 60.267.824,90, o que equivale a aproximadamente 2,45 milhões de units IGTI11 (cada unit composta por uma ação ordinária e duas preferenciais), com base na cotação de fechamento mais recente.
  • Prazo: Até 09 de dezembro de 2027.
  • Destino dos ativos: As ações adquiridas serão mantidas em tesouraria para posterior cancelamento (o que reduz o capital social e pode elevar o lucro por ação) ou alienação, além de suprir programas de incentivo aprovados em assembleia.
  • Lastro financeiro: As operações usarão reservas de lucro e capital, bem como o resultado líquido do exercício, respeitando as exclusões obrigatórias da Resolução CVM 77, como reserva legal e dividendos mínimos garantidos.

O que muda para investidores

A renovação do programa de recompra (buyback) sinaliza confiança da gestão na geração de caixa da Iguatemi e no valuation atual dos ativos negociados na B3. Para o acionista, a operação traz impactos práticos diretos:

  • Redução de diluição: Parte dos ativos será usada para remunerar executivos via ações, evitando a emissão de novos papéis e protegendo a participação dos investidores minoritários.
  • Potencial valorização: Caso as ações sejam canceladas, o número total de ativos em circulação diminui, o que mecanicamente eleva indicadores como o lucro por ação (LPA) e pode melhorar a rentabilidade futura dos detentores.
  • Liquidez e suporte de preço: A compra contínua no mercado secundário, respeitando os limites regulatórios, tende a absorver ordens de venda e oferecer um colchão de demanda para os papéis IGTI11.

A Iguatemi reforça que todas as operações seguirão rigorosamente as normas da CVM, garantindo transparência e igualdade de condições no mercado. O vice-presidente de Finanças e Diretor de RI, Guido Barbosa de Oliveira, assinou o Fato Relevante que formaliza a deliberação.

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