Impacto Tributário: Juros sobre Capital Próprio e Dividendos
O cenário para o investidor de longo prazo enfrenta novos desafios com a aprovação do aumento da alíquota sobre o Juro sobre Capital Próprio (JCP). Segundo análise do Ativo Virtual, a tributação passará de 15% para 17,5% a partir de 2026. Além disso, uma nova regra prevê a taxação de 10% sobre dividendos para pessoas físicas que recebem acima de R$ 50 mil mensais.
Essas mudanças afetam diretamente empresas que utilizam o JCP como estratégia de eficiência fiscal, especialmente bancos e utilities. Entre as ações mais impactadas estão BBAS3 (Banco do Brasil), BANS3 (Banrisul), BMGB4 (Banco BMG), ITUB4 (Itaú), SANB11 (Santander), ABCB4 (Banco ABC), além das holdings ITSA4 (Itaúsa), POMO4 (Marcopolo) e ROMI3 (Indústrias Romi).
Bancos e Holdings: Análise de BBAS3 e ITSA4
O Banco do Brasil (BBAS3) apresenta um múltiplo P/L de 9,57 e negocia com um desconto expressivo, com P/VP de 0,67. No entanto, o Ativo Virtual alerta para o prêmio de risco estatal e a recente queda na lucratividade. Em contraste, a Itaúsa (ITSA4) acumula valorização de 51,61% nos últimos 12 meses, impulsionada pelos lucros recordes do Itaú, oferecendo um Dividend Yield de 15,28%.
Utilities em Foco: Copasa e Cemig
No setor de saneamento e energia, a Copasa (CSMG3) destaca-se com uma valorização de 107,76% no último ano. Embora seu yield atual pareça baixo (5,27%), isso se deve à forte alta das cotações. Já a Cemig (CMIG4) mantém-se como uma opção sólida, com yield de 13,20% e negociando próxima ao seu valor patrimonial.
Bonificações Bilionárias: Axia Energia e Sabesp
A Axia Energia (AXIA3), antiga Eletrobras, surpreendeu o mercado ao aprovar um bônus de R$ 30 bilhões em ações, uma estratégia para entregar valor sem gerar tributação imediata para o acionista. A empresa entregará 26% em novas ações ordinárias e preferenciais.
A Sabesp (SBSP3), após sua privatização, anunciou um pacote que combina R$ 1,8 bilhão em JCP (R$ 2,63 por ação) e uma bonificação de ações de 2,96% via aumento de capital de R$ 2,8 bilhões. Os resultados operacionais da companhia subiram 64%, consolidando a confiança do mercado pós-desestatização.
Embraer: Tecnologia e o Voo da Eve
A Embraer (EMBJ3) marcou um avanço histórico com o voo inaugural do eVTOL (carro voador) de sua subsidiária Eve Air Mobility. O mercado projeta um potencial de valorização significativo, visto que a Eve é avaliada em US$ 1,7 bilhão, bem abaixo de concorrentes como Joby e Archer, apesar de possuir a maior carteira de pedidos do setor. Adicionalmente, a Embraer retomou o pagamento de dividendos em 2025, sinalizando robustez financeira.
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