Em comunicado ao mercado nesta terça-feira (11), a Itaúsa S.A. (B3: ITSA3, ITSA4) anunciou a aprovação de um Programa de Recompra de Ações. O conselho de administração autorizou a aquisição de até 5 milhões de ações preferenciais (PN), utilizando recursos de Reservas de Lucros. O objetivo principal é destinar os papéis ao Plano de Incentivos de Longo Prazo (LTI) da holding, focando na retenção e atração de talentos, além de permitir permanência em tesouraria para cancelamento ou venda futura. A operação não deve gerar impactos materiais nos resultados ou na governança da companhia.

Como funcionará a operação

O programa entra em vigor no dia 13 de maio de 2026 e terá vigência máxima de 18 meses, com encerramento previsto para 13 de novembro de 2027. A Diretoria da Itaúsa terá autonomia para definir o momento e o volume exato de aquisições dentro do teto aprovado. Todas as negociações ocorrerão exclusivamente na B3 S.A. – Brasil, Bolsa, Balcão, a preços de mercado, sem uso de instrumentos derivativos ou acordos de voto com contrapartes. A Itaú Corretora de Valores atuará como instituição intermediária.

De acordo com o fato relevante, o volume máximo de recompra corresponde a apenas 0,08354% das ações preferenciais em circulação. Na data-base de 30 de abril de 2026, a companhia possuía cerca de 5,98 bilhões de ações PN e 1,39 bilhão de ordinárias (ON) em circulação, além de 1,64 milhão de PN já mantidas em tesouraria.

O que muda para investidores

Para o acionista, o programa reforça a política de governança e gestão de capital da Itaúsa (ITSA3, ITSA4). Como os recursos virão de reservas de lucros já consolidadas e a holding afirma possuir liquidez suficiente, o conselho garantiu que não haverá prejuízo ao pagamento de dividendos obrigatórios, fixos ou mínimos, nem risco às obrigações assumidas com credores.

É importante destacar que a recompra não altera o controle acionário da empresa. Tesouraria refere-se a ações que a empresa compra de volta e mantém sob sua guarda. Se esses papéis forem cancelados no futuro, ocorre um efeito positivo de diluição do número total de ações, aumentando proporcionalmente a participação e o lucro por ação dos investidores remanescentes. Caso sejam revendidos, os recursos retornam ao caixa da companhia. A decisão final será comunicada ao mercado, em estrita conformidade com as resoluções da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Principais destaques do programa:

  • Empresa/Ticker: Itaúsa S.A. (ITSA3, ITSA4)
  • Ativo visado: Até 5 milhões de ações preferenciais escriturais
  • Vigência: 18 meses (13/05/2026 a 13/11/2027)
  • Fonte de recursos: Reservas de Lucros
  • Destinação: Plano de Incentivos de Longo Prazo (LTI) ou tesouraria
  • Impacto financeiro: Irrelevante para fluxo de caixa, controle e pagamento de proventos

Contexto regulatório e execução

A operação segue o item 3.5 do Estatuto Social da Itaúsa, a Lei 6.404/76 e as resoluções CVM 77/22 e 80/22 (Anexo G). A holding reforçou que as aquisições não envolverão partes relacionadas, garantindo isonomia e transparência. A decisão pela recompra reflete uma estratégia comum no mercado financeiro para alinhar os interesses da diretoria com os acionistas e otimizar a alocação de capital quando há excesso de liquidez no balanço.

Disclaimer: O conteúdo apresentado é meramente informativo e não deve ser considerado como conselho de investimento. Ativo Virtual não se responsabiliza por decisões financeiras tomadas com base nestas informações.