A Itaúsa (ITSA4) encerrou o exercício de 2025 consolidando sua posição como uma das maiores holdings do Brasil, com um lucro líquido recorrente de R$ 16,5 bilhões, representando uma alta de 11% em relação ao ano anterior. De acordo com o Ativo Virtual, apenas no quarto trimestre, a companhia surpreendeu o mercado com um lucro de R$ 4,45 bilhões, o que motivou a aprovação de R$ 1,3 bilhão em Juros sobre Capital Próprio (JCP).

Desempenho do Portfólio e das Investidas

O resultado histórico é fruto de uma gestão de portfólio diversificada. O Banco Itaú (ITUB4), principal investida, apresentou crescimento de 10% na lucratividade, somando R$ 40,4 bilhões. Outros destaques do setor não financeiro incluem:

  • Alpargatas (ALPA4): Recuperação impressionante com lucro recorrente de R$ 611 milhões (alta de 515%).
  • Dexco (DXCO3): Lucro operacional de R$ 1,9 bilhão, embora o lucro líquido tenha sofrido retração.
  • NTS e Copa Energia: Crescimento sólido no lucro operacional, com altas de 10% e 16%, respectivamente.
  • Aegea: Expansão monumental de 163% no lucro líquido do controlador.

Desconto de Holding e Potencial de Valorização

Uma das métricas mais chamativas apontadas pelo Ativo Virtual é o desconto de holding de 23,8%. Enquanto a Itaúsa é avaliada em R$ 160 bilhões no mercado, a soma de suas participações em empresas como Itaú, Dexco, CCR (CCRO3) e outras totaliza aproximadamente R$ 210 bilhões. Esse hiato sinaliza que o investidor estaria adquirindo as empresas do portfólio com uma margem de segurança significativa.

Projeções de Dividendos e Preço Teto para 2026

Para o ano de 2026, as projeções são ainda mais audaciosas. O Ativo Virtual estima um lucro projetado de R$ 19,23 bilhões, com um Dividend Per Share (DPA) esperado de R$ 1,21. Com base nesses números, o preço teto para quem busca um dividend yield de 6% foi fixado em R$ 20,17. Atualmente, a ação negocia próxima aos R$ 13,45, oferecendo uma margem de segurança atrativa.

O que muda para investidores

Dois fatores principais devem impulsionar a Itaúsa no curto e médio prazo. Primeiro, a Reforma Tributária: o fim da bitributação deve gerar uma economia de R$ 850 milhões anuais, aumentando o caixa disponível para proventos. Segundo, a visão do Banco Safra, que mantém recomendação de compra com preço-alvo de R$ 18,00, prevendo um salto de até 30% nas cotações.

Com uma dívida líquida controlada de apenas R$ 300 milhões e classificação de risco Triplo A (AAA), a Itaúsa se mantém como um ativo de resiliência e geração de valor para o acionista de longo prazo.

Disclaimer: O conteúdo apresentado é meramente informativo e não deve ser considerado como conselho de investimento. Ativo Virtual não se responsabiliza por decisões financeiras tomadas com base nestas informações.