A Klabin (KLBN11) divulgou seus resultados do segundo trimestre de 2026, registrando um lucro líquido de R$ 398 milhões, queda de 34% ante o mesmo período de 2025. Apesar do recuo, analistas do Ativo Virtual destacam que a receita operacional foi sustentada por volume de vendas acima de 1 milhão de toneladas e controle rígido de custos em um cenário cambial desafiador.

Desempenho Financeiro e Operacional

A receita líquida da companhia atingiu R$ 5,2 bilhões, leve recuo de 2% em relação ao 2T25. O EBITDA ajustado somou R$ 1,96 bilhão, com a margem operacional se mantendo estável em 38%, demonstrando resiliência frente à média cambial mais baixa (R$ 5,50). O custo caixa total por tonelada recuou 4% na comparação trimestral, compensando parcialmente a alta em insumos e fretes.

Integração Vertical e Mix de Produtos

O modelo de negócio integrado continua sendo o pilar da Klabin. A empresa vendeu 386 mil toneladas de celulose, 359 mil de papéis e 273 mil de embalagens. A integração de 64% permite converter internamente papéis em embalagens de maior valor agregado, equilibrando a exposição entre o mercado exportador e a economia doméstica.

Dívida, Fluxo de Caixa e Remuneração

A estratégia de desalavancagem segue firme. A dívida líquida encerrou o trimestre em R$ 24 bilhões, com alavancagem caindo para 3,2x. A companhia mantém R$ 10,1 bilhões em caixa e liquidez coberta por 33 meses. O fluxo de caixa livre ficou negativo em R$ 236 milhões, pressionado por investimentos e juros, mas a política de dividendos se manteve dentro da faixa de 10% a 20% do EBITDA. Um programa de recompra de ações, com limite de 31,25 milhões de unidades, foi ativado.

Recomendações do Mercado e Preço-Alvo

Consolidação do Ativo Virtual aponta 10 carteiras pela compra do ativo, incluindo Banco do Brasil, Bank of America, Bradesco, Citi, Morgan Stanley, Safra, Santander e XP Investimentos. Não há nenhuma recomendação de venda. O preço-alvo médio varia entre R$ 18,50 e R$ 30,00, com mediana em R$ 22,25, implicando potencial de valorização médio de 26,6%.

O que muda para investidores

O cenário reforça uma tese de longo prazo focada em geração de caixa e retorno via dividendos e recompra. A análise técnica indica lateralização entre R$ 16,20 e R$ 21,34. Investidores devem monitorar o custo caixa por tonelada e os vencimentos de dívida para 2029 como indicadores-chave de saúde financeira.

Disclaimer: O conteúdo apresentado é meramente informativo e não deve ser considerado como conselho de investimento. Ativo Virtual não se responsabiliza por decisões financeiras tomadas com base nestas informações.