Em 22 de julho de 2026, a Motiva Infraestrutura de Mobilidade S.A. (B3: MOTV3) comunicou ao mercado uma reconfiguração estratégica em seu Conselho de Administração. A companhia recebeu as cartas de renúncia de três membros efetivos e, em reunião extraordinária realizada no mesmo dia, aprovou a nomeação de dois novos conselheiros para preencher as cadeiras abertas. O cargo de conselheiro independente permanece vago até a conclusão de um processo de seleção conduzido pelo Comitê de Pessoas e ESG, em conformidade com o Regulamento do Novo Mercado da B3.
Detalhes das renúncias e nomeações
Deixaram o Conselho os senhores Eduardo Bunker Gentil, Mateus Gomes Ferreira e Roberto Egydio Setubal, eleitos originalmente em abril de 2025. Para ocupar as vagas resultantes das saídas de Mateus e Roberto, a diretoria elegeu dois profissionais com trajetória consolidada em grandes grupos de investimento e infraestrutura:
- João Zeferino Ferreira Velloso Filho: executivo da Votorantim S.A. e conselheiro da Companhia Brasileira de Alumínio (CBAV3) e da Hejoassu Administração S.A. (holding controladora do Grupo Votorantim).
- Frederico de Souza Queiroz Pascowitch: Diretor-Gerente de Investimentos e Gestão de Portfólio na Itaúsa S.A. (ITSA4/ITSA3), onde também participa ativamente dos comitês de Sustentabilidade, Governança Corporativa, Auditoria, Riscos e Investimentos.
Processo seletivo para a cadeira independente
O assento deixado por Eduardo Bunker Gentil, que atuava como membro independente, seguirá um rito específico de recomposição. A Motiva informou que a nova indicação só ocorrerá após a análise técnica e de perfil realizada pelo Comitê de Pessoas e ESG. O processo visa garantir que o substituto atenda a todos os critérios de qualificação e independência exigidos pelo Estatuto Social e pelas diretrizes do Novo Mercado, reforçando a blindagem governamental da companhia.
O que muda para investidores
A entrada de executivos com background em conglomerados de grande capitalização (Votorantim e Itaúsa) indica um movimento de maturação da governança da Motiva, setor que exige alto nível de compliance e captação de longo prazo para projetos de mobilidade. Os pontos práticos para o mercado incluem:
- Expertise em alocação de capital: A experiência de Frederico Pascowitch em gestão de portfólio e os vínculos institucionais de João Zeferino podem otimizar a estratégia de investimentos e a governança de riscos da Motiva.
- Continuidade regulatória: A manutenção da vaga independente sujeita a avaliação do Comitê de ESG assegura a adesão às melhores práticas do mercado e evita riscos de conflito de interesses em decisões estratégicas.
- Transparência documental: Conforme a Resolução CVM nº 80, os currículos completos e declarações de vínculo serão publicados no Formulário de Referência da Motiva (MOTV3), permitindo que acionistas e analistas avaliem com precisão a independência e a qualificação técnica dos novos membros.
A diretoria de Relações com Investidores, sob o comando de Rodrigo Araujo Alves, reforçou o agradecimento aos conselheiros que se desligaram e reafirmou o compromisso com a governança robusta e a geração de valor de longo prazo para os acionistas.
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