Na tarde de 11 de agosto de 2026, a Oi S.A. (OIBR3/OIBR4) oficializou o adiamento da divulgação de seus balanços trimestrais e anuais. O atraso impacta diretamente a publicação das Informações Trimestrais (ITR) e das Demonstrações Financeiras Padronizadas (DFP), documentos essenciais para a transparência de mercado. A decisão foi motivada pela complexidade contábil inerente ao processo de recuperação judicial e pela fase atual de leilões e alienação de ativos estratégicos da empresa.

Relatórios suspensos e papel da auditoria

Conforme o fato relevante, a companhia ainda não finalizou os trabalhos de revisão contábil. Até que o processo seja concluído, os seguintes documentos permanecerão sob embargo:

  • ITR do 3º trimestre de 2025 (período findo em 30/09/2025);
  • DFP de 2025 (encerrado em 31/12/2025);
  • ITRs do 1º e 2º trimestres de 2026 (períodos findos em 31/03/2026 e 30/06/2026).

A PricewaterhouseCoopers (PwC) segue como auditora independente, responsável por validar as demonstrações financeiras em conformidade com a Lei nº 6.404/76 e a Resolução CVM nº 44/2021. A Oi reitera que mantém o cronograma alinhado com comunicados prévios emitidos desde novembro de 2025 e que divulgará novas datas tão logo a PwC conclua seus procedimentos de auditoria.

O que muda para investidores

A suspensão temporária da divulgação de dados contábeis eleva o prêmio de risco e reduz a visibilidade imediata sobre a saúde financeira da operadora. Sem acesso oficial a receitas, caixa e níveis de endividamento, analistas do mercado dependem de projeções e de informações secundárias para precificar os ativos negociados na B3.

Para o investidor, o cenário reforça a necessidade de monitorar dois vetores críticos: a evolução das vendas de ativos (que geram liquidez e reduzem a alavancagem) e os desdobramentos do plano de recuperação judicial. A empresa se comprometeu a manter o mercado informado assim que houver maior clareza sobre a conclusão dos trabalhos da auditoria e a respectiva liberação dos relatórios atrasados.