Em comunicado oficial divulgado na noite desta quarta-feira (9), a Oi (OIBR3) alertou que a disponibilidade de caixa do grupo caiu de R$ 88,1 milhões para R$ 19,6 milhões até o final de julho de 2026. A deterioração financeira coloca em risco a continuidade das operações da companhia a partir de 1º de agosto de 2026. O cenário é agravado pela suspensão, até novo aviso, do julgamento dos recursos de instituições financeiras como Itaú Unibanco (ITUB4) e Banco Bradesco (BBDC4) contra a conversão da recuperação judicial em falência.
Contexto Judicial e Agravamento do Caixa
O desfecho remonta a 10 de novembro de 2025, quando a 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro decretou a conversão da recuperação judicial do Grupo Oi (que inclui as subsidiárias Portugal Telecom International Finance B.V. e Oi Brasil Holdings Coöperatief U.A.) em falência, permitindo, contudo, a continuidade provisória das atividades. Essa medida visa preservar ativos e evitar colapso imediato dos serviços enquanto o processo avança.
Os recursos apresentados pelo Itaú Unibanco (ITUB4) e pelo Banco Bradesco (BBDC4) questionavam essa conversão. Em 30 de junho de 2026, um desembargador pediu vista, suspendendo o julgamento. Diante da pausa, o gestor judicial protocolou uma atualização da situação econômico-financeira, destacando o agravamento da insolvência e a redução drástica do caixa.
O que significa “continuidade provisória”?
Trata-se de um mecanismo legal que autoriza uma empresa em processo de falência ou recuperação a manter o funcionamento das operações por tempo limitado. O objetivo é permitir que o Judiciário e os credores avaliem a viabilidade da reestruturação ou definam o destino dos ativos sem interromper bruscamente serviços essenciais ou prejudicar o valor dos bens.
O que muda para investidores
A redução drástica da liquidez e o risco de interrupção operacional a partir de agosto acendem o sinal vermelho no mercado de capitais:
- Alta volatilidade: Ações e títulos de dívida da Oi (OIBR3) podem sofrer oscilações acentuadas até que haja clareza sobre o desfecho judicial.
- Risco de insolvência: Com apenas R$ 19,6 milhões em caixa, a companhia tem margem estreita para honrar despesas correntes, fornecedores e obrigações trabalhistas.
- Monitoramento de riscos: Credores e acionistas devem acompanhar o andamento dos agravos de instrumento e eventuais novas decisões do TJ-RJ, que ditarão se haverá extensão da operação, venda de ativos ou liquidação imediata.
A Companhia reforçou que manterá acionistas e o mercado atualizados conforme as exigências da Lei nº 6.404/76 e das normas da CVM. A íntegra das petições está disponível nos portais corporativos e no sistema de divulgação da autarquia.
Disclaimer: O conteúdo apresentado é meramente informativo e não deve ser considerado como conselho de investimento. Ativo Virtual não se responsabiliza por decisões financeiras tomadas com base nestas informações.
