A Oi S.A. (OIBR3 / OIBR4) anunciou, na noite de 12 de maio de 2026, o adiamento da divulgação das Informações Trimestrais (ITR) referentes a 30 de setembro de 2025, às Demonstrações Financeiras Padronizadas (DFP) do exercício findo em 31 de dezembro de 2025, e ao ITR do primeiro trimestre de 2026. A medida, formalizada por meio de Fato Relevante registrado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), ocorre devido à complexidade na contabilização de eventos ligados ao processo de recuperação judicial e à análise de processos competitivos em andamento para a alienação de ativos.

Contexto e motivos do adiamento

De acordo com o comunicado, os ajustes necessários nas demonstrações financeiras exigem tempo adicional de elaboração e revisão. A companhia destacou que o cronograma de entrega permanece indefinido, mas reforçou o compromisso de atualizar acionistas e analistas assim que houver maior visibilidade sobre o processo. A PricewaterhouseCoopers (PwC) mantém a responsabilidade pela condução dos trabalhos de auditoria e revisão, assegurando conformidade com a Lei nº 6.404/76 e a Resolução CVM nº 44/2021.

Termos-chave do comunicado

  • ITR (Informações Trimestrais): demonstrações financeiras parciais publicadas a cada três meses, essenciais para o acompanhamento de curto prazo.
  • DFP (Demonstrações Financeiras Padronizadas): balanço anual completo e auditado, padrão para comparação de resultados entre exercícios e análise de solvência.
  • Alienação de ativos: venda ou transferência de partes do negócio, estratégia comum em recuperações judiciais para gerar caixa e honrar compromissos reestruturados.

O que muda para investidores

O adiamento prolonga um período de assimetria de informações, o que pode elevar a volatilidade das ações da operadora na B3 e dificultar a atualização de modelos de valuation por analistas de mercado. Sem os dados do 1º ITR 2026 e da DFP 2025, fica temporariamente comprometida a avaliação da eficácia das medidas de reestruturação e do fluxo de caixa operacional.

Por outro lado, a decisão reflete prudência regulatória: a publicação de números sem a devida revisão contábil poderia gerar distorções, passivos futuros ou necessidade de retificações, o que prejudicaria ainda mais a confiança dos acionistas. Investidores devem acompanhar os próximos fatos relevantes para a definição da nova data de publicação e monitorar os desfechos dos processos de venda de ativos, que serão determinantes para a recomposição do equilíbrio financeiro da Oi.

Disclaimer: O conteúdo apresentado é meramente informativo e não deve ser considerado como conselho de investimento. Ativo Virtual não se responsabiliza por decisões financeiras tomadas com base nestas informações.