Nesta quarta-feira (4), às 12h25 (horário de Brasília), as ações preferenciais da Petrobras (PETR3) registram desvalorização de 1,58%, negociadas a R$ 43,68, enquanto as ordinárias (PETR4) caem 1,73% para R$ 40,23. O movimento contagia o setor de óleo e gás na B3, com PRIO (PRIO3), Brava (BRAV3) e PetroReconcavo (RECV3) também no vermelho, revertendo os ganhos recentes do petróleo após declarações do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent.

Desempenho das principais petroleiras na B3

O setor de exploração e produção de petróleo e gás enfrenta pressão de venda após dois dias consecutivos de alta nas cotações internacionais da commodity. A tabela abaixo detalha as variações e cotções às 12h25:

AtivoVariação (%)Cotação (R$)
PETR3-1,5843,68
PETR4-1,7340,23
BRAV3-1,3418,36
PRIO3-1,5854,27
RECV3-0,5712,23

Esses papéis acompanham a correção no mercado global de energia, sensíveis à dinâmica de oferta e demanda da commodity.

Queda nos contratos futuros de petróleo

No mercado internacional, o Brent, principal referência para o Brasil, opera com recuo de 0,97%, a US$ 80,90 por barril, enquanto o WTI (West Texas Intermediate, benchmark dos EUA) cai 1,02%, cotado a US$ 73,89. A reversão ocorre após elevação recente impulsionada por tensões regionais.

Impacto das declarações de Scott Bessent

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, atribuiu o movimento à abundância de estoques, afirmando que o mercado permanece bem suprido apesar do conflito. Em declaração recente, ele destacou:

Há centenas de milhões de barris armazenados em alto-mar, longe do Golfo do México. Mas, mais importante ainda, temos uma série de anúncios que faremos.

Essas palavras sinalizam suporte futuro aos produtores americanos em meio às tensões no Golfo Pérsico, reduzindo prêmios de risco nos preços.

Tensões geopolíticas no Oriente Médio

O conflito entre EUA e Israel contra o Irã intensifica a volatilidade, com ataques que paralisam o comércio, interrompem a produção de produtores locais e levam ao fechamento de uma refinaria chave e de uma planta de exportação de gás. A escalada elevou temporariamente os preços do petróleo bruto, gás natural e derivados, alimentando receios de disrupções na oferta global.

O que isso significa para o investidor

Para o investidor pessoa física brasileiro exposto ao setor de óleo e gás, o recuo atual reflete a sensibilidade das empresas listadas na B3 às oscilações do petróleo, influenciadas por fatores externos como câmbio (dólar alto pressiona custos de importação de equipamentos) e inflação global via IPCA (preços de combustíveis). Cenário otimista envolve anúncios dos EUA estabilizando suprimentos sem novas interrupções; pessimista agrava-se com retaliações iranianas ampliando fechamentos de infraestrutura. Atenção ao Ibovespa, que perde tração após abertura positiva, e aos índices americanos mistos, que ditam o fluxo de recursos para emergentes como o Brasil.

Riscos em destaque

A fonte aponta os seguintes riscos para o setor:

  • Escalada da guerra no Oriente Médio, com potencial interrupção prolongada de produção e rotas de exportação.
  • Volatilidade nos preços da commodity devido a estoques flutuantes e decisões de oferta dos EUA.
  • Fechamento de refinarias e plantas de gás, impactando derivados e elevando custos operacionais para petroleiras brasileiras.

Esses elementos demandam monitoramento constante do noticiário geopolítico.

A perspectiva inclui a série de anúncios prometidos pelos EUA sobre suporte à produção, além do calendário de resultados do quarto trimestre de 2025 na B3 e da temporada de balanços, com foco em ações e setores sensíveis à energia. Investidores devem acompanhar os contratos futuros de petróleo e o desempenho do setor na abertura dos pregões americanos.

As informações deste editorial foram produzidas pela redação do Ativo Virtual com base em reportagem publicada pelo(a) InfoMoney. Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento. Decisões financeiras devem ser tomadas com o auxílio de um profissional certificado.