Rio de Janeiro, 16 de junho de 2026 – A PRIO S.A. (B3: PRIO3), anteriormente conhecida como PetroRio, informou nesta segunda-feira a entrada em operação do quarto e último poço produtor do Campo de Wahoo. O novo poço estabilizou sua vazão em 10 mil barris de petróleo por dia (b/d), marco que oficializa a conclusão da fase de desenvolvimento do projeto e sinaliza previsibilidade operacional para a companhia.

Com todos os poços previstos já ativos, a empresa reafirmou uma diretriz comunicada anteriormente: a produção total do campo será mantida em um teto de 40 mil b/d. Essa limitação não reflete restrição de capacidade, mas sim uma estratégia de gestão de reservatórios voltada para a otimização do fator de recuperação e extensão da vida útil do ativo.

Detalhes operacionais e contexto do projeto

O desenvolvimento de Wahoo insere-se no modelo de negócio da PRIO, que prioriza a aquisição e o redesenvolvimento de campos maduros com foco em eficiência, redução de custos operacionais (OPEX) e disciplina financeira. A estabilização individual em 10 mil b/d por poço evidencia a qualidade do reservatório e a maturidade da engenharia de produção aplicada.

  • Ativo operacionalizado: Campo de Wahoo
  • Milestone atingido: Ligação do 4º poço produtor
  • Vazão individual estabilizada: 10.000 b/d
  • Capacidade total do campo (teto): 40.000 b/d

O que muda para investidores

Para o mercado de capitais, a conclusão do cronograma de perfuração e o início da operação plena eliminam riscos de execução e atrasos comuns em projetos de desenvolvimento upstream. A decisão de limitar a produção em 40 mil b/d demonstra uma abordagem conservadora e focada em maximizar o valor presente líquido (VPL) do ativo, evitando a exaustão precoce do reservatório.

Com a geração de caixa previsível vinda de Wahoo consolidada, a atenção dos investidores se desloca para a alocação de recursos. A PRIO mantém histórico de direcionar fluxo de caixa operacional para redução de dívida, recompra de ações e novas aquisições de ativos já em produção, prática que tende a sustentar a rentabilidade (ROE) e o retorno sobre o capital empregado (ROCE) no médio prazo. O mercado acompanhará agora os indicadores de eficiência e a curva de declínio natural dos poços, fundamentais para o valuation de exploradoras independentes.

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