Na plataforma da XP, nesta quarta-feira (4), investidores encontram CDBs (Certificados de Depósito Bancário) pós-fixados remunerando até 106% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário) em prazos de 12 meses, ao lado de opções prefixadas que alcançam 13,780% ao ano no mesmo horizonte temporal, refletindo o endurecimento das curvas de juros impulsionado por tensões geopolíticas.

Ofertas destacadas em CDBs, LCAs e LCIs

O mercado secundário bancário oferece variedade para perfis conservadores, com títulos atrelados à inflação pagando até IPCA + 8,640% (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo mais taxa adicional) em prazos superiores a um ano. Para LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio), as prefixadas chegam a 10,890% ao ano após 12 meses, e as pós-fixadas, a 87% do CDI no mesmo período estendido. Já as LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) pós-fixadas remuneram até 100% do CDI em 12 meses.

ProdutoModalidadeTaxa MáximaPrazo
CDBPrefixado13,780% a.a.12 meses
CDBIPCA +IPCA + 8,640%> 1 ano
CDBPós-fixado106% do CDI12 meses
LCAPrefixado10,890% a.a.> 12 meses
LCAPós-fixado87% do CDI> 12 meses
LCIPós-fixado100% do CDI12 meses

Entre as opções específicas, uma LCA da Original rende 94% do CDI com vencimento em março de 2029, um CDB do C6 paga 103% do CDI até março de 2032, e uma LCA do Sicoob oferece 92% do CDI em janeiro de 2033. Disponibilidade limitada à emissão do dia.

Alta nos juros futuros pelo conflito no Oriente Médio

Na terça-feira (3), os contratos de DI (taxa de Depósito Interfinanceiro) avançaram em todos os prazos, pressionados pelo temor de prolongamento das hostilidades no Oriente Médio, com possível interrupção no Estreito de Ormuz — rota vital para o petróleo global —, elevando receios de inflação mundial envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

Contrato DITaxa Anterior (%)Taxa Final (%)Variação
Janeiro/202713,29613,445+0,149 p.p.
Janeiro/202912,72812,97+0,242 p.p.
Janeiro/203113,11713,360+0,243 p.p.

A porção curta da curva reagiu à divisão nas projeções para o primeiro corte da Selic (taxa básica de juros) pelo Copom (Comitê de Política Monetária) em março, com prevalência de redução de 25 pontos-base (0,25%) sobre 50 pontos-base (0,50%). A taxa esperada para o fim de 2026 também ascendeu. Na ponta longa, prêmios maiores incorporam choque inflacionário persistente, com Brent a US$ 80 podendo adicionar 0,4 ponto percentual ao IPCA via repasse a combustíveis. Dados como PIB do quarto trimestre e Caged de janeiro ficaram em plano secundário, enquanto o FMI alerta para impactos na inflação e crescimento via canal petrolífero.

O que isso significa para o investidor

Para o investidor pessoa física, a elevação das taxas na renda fixa reforça atratividade de pós-fixados atrelados ao CDI em meio a expectativas de Selic ainda elevada no curto prazo, mas exige monitoramento da curva longa, onde riscos globais dilatam prêmios. Cenário otimista prevê resolução rápida do conflito, estabilizando petróleo e acelerando cortes da Selic; pessimista projeta persistência, ancorando juros altos e pressionando IPCA via câmbio e combustíveis. Fatores como capacidade de emissão limitada e relação risco-retorno demandam análise do perfil individual frente ao cenário macro.

Riscos em foco

  • Prolongamento do conflito no Oriente Médio, com risco de fechamento do Estreito de Ormuz, ampliando choque de preços do petróleo.
  • Repasse inflacionário global ao Brasil, elevando IPCA em até 0,4 p.p. com Brent a US$ 80.
  • Reajuste nas expectativas para Selic, com cortes mais graduais em março e além, impactando curva curta.
  • Incorporação de prêmios de risco na ponta longa dos DIs, sinalizando cautela com flexibilização monetária.

Adiante, acompanhe a evolução do petróleo Brent, decisões do Copom em março e indicadores como Caged e PIB, além de novas emissões na XP, que podem variar diariamente pela oferta disponível.

As informações deste editorial foram produzidas pela redação do Ativo Virtual com base em reportagem publicada pelo(a) InfoMoney. Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento. Decisões financeiras devem ser tomadas com o auxílio de um profissional certificado.