Na segunda-feira (9), o mercado de emissão bancária da XP apresenta CDBs (Certificados de Depósito Bancário) prefixados com rentabilidade máxima de 14,180% ao ano em prazos superiores a 12 meses, refletindo o ambiente de juros elevados impulsionado por tensões geopolíticas globais.

Taxas disponíveis para CDBs, LCIs e LCAs

A plataforma da XP lista opções variadas em renda fixa bancária, com destaque para prazos longos. CDBs pós-fixados alcançam até 115% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário) em mais de 12 meses, enquanto os atrelados à inflação pagam até IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) + 8,570% em mais de 1 ano. LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio) prefixadas vão até 12,000% ao ano em mais de 12 meses, com pós-fixadas a 88% do CDI no mesmo prazo e inflação a IPCA + 5,850%. Já LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) oferecem IPCA + 6,880% em mais de 1 ano e pós-fixadas até 100% do CDI em 1 ano.

ProdutoPrefixado (% a.a.)IPCA + (% a.a.)Pós-fixado (% CDI)Prazo mínimo
CDB14,180%8,570%115%>12 meses (exceto IPCA >1 ano)
LCA12,000%5,850%88%>12 meses (exceto IPCA >1 ano)
LCI-6,880%100%>1 ano (pós em 1 ano)

Exemplos de emissões em destaque

Entre as ofertas limitadas à capacidade disponível nesta segunda-feira (9), constam CDB Original com 105% do CDI e vencimento em fevereiro de 2030; CDB C6 a 103% do CDI para março de 2032; e LCA Sicoob rendendo 92% do CDI até janeiro de 2033.

Elevação nos juros futuros

Na sexta-feira (6), os contratos de DI (Depósito Interfinanceiro, negociados na B3) subiram com força devido à aversão ao risco global pela guerra no Oriente Médio, apesar da queda do dólar. O DI para janeiro de 2028 avançou 19 pontos-base (bps), fechando em 13,17%, com pico de 13,245% (+27 bps intradiário). O DI para janeiro de 2035 ganhou 21 bps, para 13,905%. Na semana, acumularam altas de 55 bps (2028) e 59 bps (2035), mesmo com Treasuries americanos recuando após payroll de fevereiro nos EUA revelando fechamento inesperado de vagas. O petróleo superou US$ 90 o barril.

Contrato DIFechamento sexta (6)Variação diáriaPico intradiárioAcumulado semanal
Jan/202813,17%+19 bps13,245%+55 bps
Jan/203513,905%+21 bps-+59 bps

O que isso significa para o investidor

Para o investidor pessoa física, as taxas atrativas em prazos longos contrastam com a curva de juros em alta, pressionada por riscos globais que elevam prêmios em emergentes como o Brasil. No cenário otimista, uma desescalada no conflito poderia aliviar as curvas, aproximando as apostas para cortes de 50 pontos-base na Selic pelo Copom (Comitê de Política Monetária). Pessimista, persistência da tensão inflacionária via petróleo pode adiar reduções, limitando-se a 25 bps, com impacto na ponta curta da curva. Fatores como câmbio e IPCA demandam monitoramento contínuo.

Riscos

O ambiente apresenta múltiplos riscos identificados:

  • Escalada do conflito no Oriente Médio envolvendo EUA, Israel e Irã, elevando petróleo e inflação global.
  • Busca por ativos seguros penalizando emergentes.
  • Incertezas no payroll americano, adiando movimentos do Federal Reserve.
  • Ofertas limitadas à capacidade da XP nesta segunda-feira (9).

Os contratos DI da ponta longa incorporam prêmios extras por deterioração em emergentes. Acompanhe a próxima reunião do Copom para precificação de cortes na Selic, além de atualizações sobre petróleo e payrolls globais.

As informações deste editorial foram produzidas pela redação do Ativo Virtual com base em reportagem publicada pelo(a) InfoMoney. Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento. Decisões financeiras devem ser tomadas com o auxílio de um profissional certificado.