Na plataforma da XP, nesta sexta-feira 13, CDBs (Certificados de Depósito Bancário) prefixados chegam a 14,660% ao ano para prazos de 12 meses, enquanto opções atreladas ao IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) rendem até IPCA + 8,720% em prazos superiores a um ano e pós-fixadas pagam até 107% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário) no mesmo horizonte.
Ofertas de CDBs, LCIs e LCAs disponíveis
Para investidores em busca de renda fixa bancária isenta de IR em LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) e LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio), as condições incluem LCAs prefixadas até 11,910% ao ano em mais de 12 meses, ligadas ao IPCA até IPCA + 6,320% em 12 meses e pós-fixadas a 87% do CDI para prazos longos. Já LCIs pós-fixadas oferecem até 100% do CDI em um ano. Entre as opções destacadas:
| Ativo | Taxa | Vencimento |
|---|---|---|
| CDB PicPay | 104,75% do CDI | março/2029 |
| CDB Pernambucanas | 110% do CDI | março/2030 |
| LCA Sicoob | 92% do CDI | fevereiro/2033 |
Essas ofertas são limitadas à disponibilidade do dia.
Alta nas taxas de DI future
As taxas dos contratos de DI (depósito interfinanceiro), negociados na B3, registraram forte elevação na quinta-feira 12, com avanços acima de 30 pontos-base em diversos vencimentos. O DI para janeiro de 2028 terminou a 13,97% após subir 31 pontos-base, e o DI de janeiro de 2035 alcançou 13,855%, com ganho de 20 pontos-base, em meio a maior prêmio de risco.
Pressões inflacionárias domésticas
O IPCA de fevereiro acelerou para 0,70%, superando a estimativa mediana de 0,65%. Essa alta veio especialmente de serviços e medidas de inflação núcleo, sinalizando persistência da pressão sobre preços e limitando perspectivas de redução acelerada da Selic pelo Banco Central do Brasil.
Tensões geopolíticas no exterior
Conflitos no Oriente Médio, envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos, impulsionaram o petróleo acima de US$ 100 por barril, com ameaças de bloqueio ao Estreito de Ormuz e incidentes com navios. Esse movimento amplifica riscos inflacionários globais e pressiona rendimentos de renda fixa.
O que isso significa para o investidor
Para o investidor pessoa física, a elevação das curvas de juros eleva atratividade de papéis prefixados e híbridos, especialmente em cenários de Selic em patamares altos por mais tempo. O mercado agora precifica corte de apenas 25 pontos-base na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), contra apostas anteriores de 50 pontos-base, com Selic projetada em torno de 13% no fim de 2026, superior à mediana do Relatório Focus de 12,13%. Em um quadro otimista, estabilização geopolítica poderia moderar pressões; no pessimista, persistência inflacionária demandaria monitoramento de benchmarks como CDI e IPCA.
Riscos associados
- Persistência da inflação núcleo, reduzindo espaço para alívio monetário.
- Escalada no Oriente Médio, elevando commodities e prêmios de risco em curvas longas.
- Disponibilidade limitada das ofertas na plataforma da XP.
Acompanhe a reunião do Copom e indicadores como próximo IPCA, além de desdobramentos no petróleo e guerra regional, que podem alterar a trajetória das taxas futuras e condições de emissão.
As informações deste editorial foram produzidas pela redação do Ativo Virtual com base em reportagem publicada pelo(a) InfoMoney. Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento. Decisões financeiras devem ser tomadas com o auxílio de um profissional certificado.
