No dia 31 de março, a plataforma de emissão bancária da XP apresenta CDBs (Certificados de Depósito Bancário) prefixados com rentabilidade máxima de 14,980% ao ano para prazos de 12 meses, atraindo atenção em um momento de volatilidade nos juros futuros.

Ofertas de CDBs disponíveis

Os CDBs prefixados chegam a 14,980% ao ano em 12 meses, enquanto opções atreladas à inflação rendem até IPCA + 9,500% para prazos superiores a um ano. Já as alternativas pós-fixadas alcançam 108% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário) em mais de 12 meses, refletindo a atratividade para alocações de médio prazo.

TipoRentabilidade máximaPrazo aproximado
Prefixado14,980% a.a.12 meses
IPCA +IPCA + 9,500%+1 ano
Pós-fixado108% do CDI+12 meses

Alternativas em LCAs e LCIs

As LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio) prefixadas pagam até 11,900% ao ano em prazos acima de um ano, com híbridas em IPCA + 5,850% para mais de 12 meses e pós-fixadas a 88% do CDI em um ano. Para LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) pós-fixadas, o pico fica em 100% do CDI com vencimento em 12 meses, opções isentas de IR (Imposto de Renda) que complementam carteiras conservadoras.

AtivoRentabilidade máximaPrazo aproximado
LCA Prefixada11,900% a.a.+1 ano
LCA IPCA +IPCA + 5,850%+12 meses
LCA Pós-fixada88% do CDI1 ano
LCI Pós-fixada100% do CDI12 meses

Entre os exemplos destacados, constam CDB Original a 106% do CDI com vencimento em março de 2031, CDB Pernambucanas a 111% do CDI no mesmo prazo e LCA Sicoob a 92% do CDI em fevereiro de 2033. Todas as ofertas são limitadas à capacidade disponível na data.

Comportamento dos juros futuros

Na véspera, dia 30 de março, as taxas dos contratos de DI (taxa de depósito interfinanceiro negociada na B3) encerraram em baixa, seguindo a retração dos Treasuries americanos. O DI com vencimento em janeiro de 2028 caiu 8 pontos-base, para 14,105%, e o de janeiro de 2035 recuou 3 pontos-base, a 14,13%. A ponta curta da curva de juros mostrou maior queda, sensível a fatores externos como a guerra no Oriente Médio e o petróleo próximo de US$ 114 por barril.

Visão do Banco Central

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, enfatizou que choques de oferta pressionam tanto a inflação quanto a atividade econômica, defendendo cautela na política monetária pelo Copom (Comitê de Política Monetária).

O que isso significa para o investidor

Essas rentabilidades elevadas na XP ocorrem em um ambiente de Selic alta e expectativas de ciclo de afrouxamento mais gradual, influenciado por riscos globais como escalada no petróleo e desaceleração. Em cenário otimista, com alívio nas tensões geopolíticas, os pós-fixados acima de 100% do CDI protegem contra quedas na taxa básica. No pessimista, persistência de choques inflacionários pode sustentar yields atrativos em prefixados e IPCA+, mas exige monitoramento da curva de DI frente à formação da Selic futura e ao IPCA projetado pelo mercado.

A observar adiante: evolução dos contratos DI na B3, decisões do Copom e impactos do petróleo sobre projeções inflacionárias globais e locais, com potencial para recompor a curva de juros.

As informações deste editorial foram produzidas pela redação do Ativo Virtual com base em reportagem publicada pelo(a) InfoMoney. Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento. Decisões financeiras devem ser tomadas com o auxílio de um profissional certificado.