Na plataforma da XP, nesta quinta-feira (5), destacam-se CDBs (Certificados de Depósito Bancário) prefixados com remuneração máxima de 13,830% ao ano para prazos de 12 meses, sinalizando atratividade em emissões bancárias ante o patamar elevado dos juros no Brasil.

Ofertas disponíveis para CDBs, LCIs e LCAs

O portfólio de renda fixa bancária na XP apresenta variedade em modalidades prefixada, atrelada à inflação e pós-fixada. Nos CDBs, as opções atreladas ao IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) alcançam IPCA + 8,210% para prazos superiores a um ano, enquanto pós-fixados chegam a 106% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário) em 12 meses. Já as LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio) prefixadas pagam até 11,350% em mais de 12 meses, com híbridas em IPCA + 5,730% acima de um ano e pós-fixadas a 87% do CDI em prazos extensos. Para LCIs (Letras de Crédito Imobiliário), pós-fixadas rendem até 103,4% do CDI além de 12 meses. As ofertas limitam-se à disponibilidade do dia.

TipoPrefixadoIPCA +% do CDIPrazo
CDB13,830% a.a.8,210%106%12 meses ou +1 ano
LCA11,350%5,730%87%+12 meses ou +1 ano
LCI--103,4%+12 meses

Exemplos de títulos na plataforma

Entre as opções concretas, um CDB da Original oferece 105% do CDI com vencimento em fevereiro de 2030. Outro, do C6 Bank, remunera 103% do CDI até março de 2032. Na categoria LCA, o produto do Sicoob paga 92% do CDI com maturidade em janeiro de 2033. Tais emissões exemplificam a gama superior a mil alternativas disponíveis aos investidores na XP.

EmissorTaxaVencimento
CDB Original105% do CDIFevereiro/2030
CDB C6103% do CDIMarço/2032
LCA Sicoob92% do CDIJaneiro/2033

Cenário dos juros futuros

As taxas dos contratos de DI futuro (Depósito Interfinanceiro) recuaram na quarta-feira (4), após forte elevação anterior, refletindo alívio nos mercados globais apesar do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã. No Brasil, o dólar enfraqueceu ante o real e o Ibovespa avançou, com redução na aversão ao risco. No fechamento, o DI para janeiro de 2028 projetava 12,78%, queda de 9 pontos-base (unidade de medida de variação em juros, equivalente a 0,01 ponto percentual). O DI de janeiro de 2035 caiu 10 pontos-base, para 13,445%, com mínima intradiária de 12,760% no DI de 2028. Nos EUA, o rendimento do Treasury de 10 anos subiu a 4,077%, sob preocupações com inflação da guerra. A curva brasileira devolveu parte da pressão, mas divide apostas para a Selic (taxa básica de juros).

O que isso significa para o investidor

O recuo nas curvas de DI futuro alivia a pressão sobre yields de renda fixa privada, mas mantém níveis atrativos em um contexto de Selic elevada e expectativas de cortes moderados pelo Banco Central do Brasil. Investidores pessoa física enfrentam trade-off entre prefixados beneficiados por queda de juros e pós-fixados ancorados ao CDI, que acompanham a taxa básica. Fatores como câmbio volátil pelo risco geopolítico e inflação persistente influenciam a duração ideal de papéis: prazos curtos protegem contra aceleração de cortes na Selic, enquanto longos capturam prêmio de liquidez. Cenário otimista envolve alívio global acelerando desmontagem de prêmios de risco; pessimista projeta repique em yields se o conflito escalar, elevando custos de funding bancário.

À frente, o mercado monitora a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), com divisões entre cortes de 25 pontos-base ou 50 pontos-base na Selic, além de desdobramentos do conflito no Oriente Médio que podem reacender aversão ao risco e impactar Treasuries e DIs brasileiros.

As informações deste editorial foram produzidas pela redação do Ativo Virtual com base em reportagem publicada pelo(a) InfoMoney. Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento. Decisões financeiras devem ser tomadas com o auxílio de um profissional certificado.