O mercado brasileiro de galpões logísticos atingiu em 2025 seu menor índice de vacância histórica, caindo de 8,5% em 2024 para 6,6% no quarto trimestre. Apesar do aumento na oferta imobiliária (2,06 milhões de m² entregues), a absorção líquida alcançou 2,43 milhões de m² enquanto a absorção bruta superou 5 milhões de m², segundo dados do Itaú BBA.

Performance do setor logístico

Indicador20242025
Vacância nacional (%)8,56,6
Novas entregas (m²)1,6 milhão2,06 milhões
Absorção líquida (m²)1,8 milhão2,43 milhões

Divergência regional na ocupação

RegiãoVacância 2025Projeção 2028
São Paulo7,5%7,9% (mantido)
Rio de Janeiro12,3%Above 10%
Minas Gerais1,8%Mínimo histórico

FIIs logísticos com recomendação de compra

O Itaú BBA identificou seis FIIs com características estratégicas de gestão e ativos localizados:

FIIValor da dívida (R$ milhão)Vencimento relevante
BRCO11261,7Mensal
BTLG11664Q2 2026
XPLG11643Acompanhamento

O que isso significa para o investidor

A concentração de demanda em ativos técnicos de qualidade indica polarização do mercado. A manutenção da Selic elevada pressiona alavancagem, mas a inflação elevada contribui para reajustes contratuais mais favoráveis às rendas imobiliárias. Investidores deverão monitorar dois fatores principais: a trajetória de vacância no Rio de Janeiro, que pode impactar rendimentos, e o pagamento de obrigações dos FIIs no próximo ano fiscal.

Riscos setoriais

  • Aumento da oferta imobiliária acima da absorção
  • Pressão sobre aluguéis na região sudeste
  • Elevada alavancagem em alguns fundos (ex: BTLG11 com R$ 664 milhões)
  • Desaceleração do varejo digital que impulsiona demanda logística

Perspectiva e Próximos Passos

O monitoramento deve se concentrar no comportamento da vacância no primeiro semestre de 2026, quando vencem R$ 664 milhões em obrigações do BTLG11. A consolidação do setor entre players grandes como XP Log e Kinea Renda Imobiliária também deve ganhar velocidade, com eventuais revisões de estratégias patrimoniais.