A XP Asset colocou em negociação, nesta segunda-feira (20), o SLVR11, o primeiro ETF (Exchange Traded Fund) de prata listado na B3 por uma gestora nacional. O lançamento ocorre em um contexto de forte valorização do metal, que encerrou o ano de 2025 com uma alta expressiva de aproximadamente 118%, apresentando também maior volatilidade ao longo de 2026.

Características e Estrutura do Fundo

O SLVR11 possui um valor de cota inicial de R$ 50 e cobra uma taxa de administração de 0,3% ao ano. O produto foi desenhado para replicar o desempenho da commodity no mercado internacional, utilizando a estratégia de indexação ao LBMA Silver, referência da Intercontinental Commodities Exchange (ICE). Assim como o GOLD11, ETF de ouro da mesma gestora, o fundo oferece exposição cambial, ou seja, o investidor fica exposto tanto à variação do preço da prata em dólar quanto à cotação da moeda americana frente ao real.

Demanda Estratégica e Expansão do Portfólio

A chegada do ativo à bolsa consolida a grade de metais preciosos da XP Asset, que agora conta com três fundos de índice na categoria: o GOLD11 (ouro internacional), o GOLX11 (ouro com hedge cambial) e o novo SLVR11. A estratégia integra a expansão da linha de investimentos alternativos, que já incluía ETFs de criptoativos como bitcoin e ethereum. Ao todo, a gestora reach a marca de 21 ETFs, sendo 13 criados nos últimos quatro meses. Somente em 2026, foram seis estreias, cinco delas de renda fixa.

Leonardo Vasques, gerente de portfólio da XP Asset, destacou a função do ativo em carteiras diversificadas:

"O SLVR11 permite acessar a prata de forma direta, através de um instrumento eficiente e de baixo custo. A commodity tem papel estratégico por combinar características de potencial proteção com demanda industrial," afirmou o executivo.

Novos Ativos de Renda Fixa

Além dos metais, a gestora expandiu sua oferta em outros segmentos. Recentemente, passaram a ser negociados o LFTX11, composto integralmente por LFTs (Letras Financeiras do Tesouro), e o LFBX11, que combina LFTs e NTN-Bs. O LFBX11 busca baixa volatilidade e possui alíquota fixa de 15% de imposto, atrativa para o investidor pessoa física.

O que isso significa para o investidor

O lançamento do SLVR11 oferece uma rota direta para que o varejo brasileiro acesse o mercado internacional de prata, sem a necessidade de contratos complexos ou exposição a riscos operacionais de custódia física. Para o investidor, isso facilita a diversificação geográfica e de ativos. No entanto, é fundamental compreender que o resultado financeiro do investimento será ditado pela performance da prata em dólar e pela conversão cambial para o Real (efeito USD/BRL). Caso o real se desvalorize frente ao dólar, o investimento tende a ter um desempenho melhor em moeda local, e vice-versa.

Riscos e Considerações

A rentabilidade do SLVR11 está intrinsicamente ligada à oscilação da commodity. Diferentemente do ouro, que possui forte apelo como reserva de valor, a prata possui alta correlação com a atividade industrial, o que pode ampliar sua volatilidade. Fatores que podem impactar o desempenho incluem:

  • Variação da demanda industrial global por metais;
  • Oscilações bruscas no câmbio Dólar/Real;
  • Mudanças nas taxas de juros globais que afetam ativos sem rendimento fixo.

Perspectivas e Próximos Passos

Segundo Danilo Gabriel, gestor de fundos indexados e internacionais da XP Asset, a entrada na prata amplia o acesso a exposições antes restritas. A gestora indica que a estratégia é manter a expansão da plataforma para cobrir diferentes classes de ativos de forma eficiente. Investidores devem acompanhar os boletins da gestora e a evolução do índice LBMA Silver para monitorar a performance do ETF.

As informações deste editorial foram produzidas pela redação do Ativo Virtual com base em reportagem publicada pelo(a) InfoMoney. Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento. Decisões financeiras devem ser tomadas com o auxílio de um profissional certificado.