A Suzano S.A. (B3: SUZB3 / NYSE: SUZ) comunicou ao mercado, nesta terça-feira (10 de fevereiro de 2026), que seu Conselho de Administração aprovou a abertura de um novo programa de recompra de ações ordinárias. O objetivo central da iniciativa, denominada "Programa Fevereiro/2026", é a maximização da geração de valor para o acionista por meio de uma alocação de capital estratégica.
Detalhes do Programa de Recompra
De acordo com o Fato Relevante, a companhia está autorizada a adquirir até 40.000.000 de ações ordinárias de sua própria emissão. Este volume representa aproximadamente 6,5% do total de ações em circulação no mercado atualmente (612.918.471 papéis).
O prazo máximo para a execução das recompras é de 18 meses, com encerramento previsto para o dia 10 de agosto de 2027. As operações serão realizadas na B3 a preços de mercado, utilizando saldos de reservas de lucros e de capital disponíveis, sem comprometer a saúde financeira da empresa.
Instituições Intermediárias
Para operacionalizar a recompra, a Suzano selecionou seis grandes instituições financeiras:
- XP Investimentos CCTVM S.A.
- Morgan Stanley CTVM S.A.
- BTG Pactual Corretora de Títulos e Valores Mobiliários S.A.
- J. P. Morgan CCVM S.A.
- Goldman Sachs do Brasil Corretora de Títulos e Valores Mobiliários S.A.
- Bradesco S.A. CTVM
O que muda para investidores
A recompra de ações é frequentemente interpretada pelo mercado financeiro como um forte sinal de confiança da administração na performance futura da companhia. Ao retirar papéis de circulação e mantê-los em tesouraria ou cancelá-los, a empresa aumenta a participação proporcional dos acionistas remanescentes nos lucros e dividendos futuros.
Impacto Financeiro: A diretoria da Suzano ressaltou que a situação de liquidez e geração de caixa é compatível com o programa. Isso significa que a recompra não afetará o cumprimento de obrigações com credores nem o pagamento dos dividendos obrigatórios, fixos ou mínimos previstos em estatuto.
Cenário Atual da Companhia
Atualmente, a Suzano já mantém cerca de 28 milhões de ações em tesouraria (4,6% do free float). O novo programa reforça a tese de que a gestão considera o preço atual das ações atrativo frente ao potencial de rentabilidade do negócio de papel e celulose.
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