A Taesa (TAEE3, TAEE4 e TAEE11) vive um momento decisivo com a proximidade da divulgação dos resultados do 4º trimestre de 2025 e da Assembleia Geral Ordinária. Enquanto a empresa sinaliza a manutenção de uma política de payout entre 90% e 100% do lucro líquido regulatório, o mercado debate a sustentabilidade dos dividendos frente ao aumento do endividamento e a um pipeline de concessões mais curto.

Fundamentos e Eficiência Operacional

A transmissora atingiu o maior EBITDA regulatório de sua história, fechando em R$ 2,1 bilhões consolidados (+12,5%). A receita regulatória alcançou R$ 2,5 bilhões, com disponibilidade de rede de 99,94% e redução de 10,7% no Opex. O Capex saltou 78,4% (R$ 1,78 bilhão), financiando projetos como Pitiguari, que agregou R$ 67,2 milhões à Receita Anual Permitida (RAP).

Calendário de Proventos e Dividend Yield

A política oficial agora prevê distribuição de 90% a 100% do lucro líquido, mantendo a consistência histórica desde 2016. Os próximos gatilhos são a AGO (29/04) e a publicação dos resultados (06/05). Atualmente, o Dividend Yield é de 7,19%, embora a média dos últimos cinco anos supere os 10%. Para investidores que buscam rentabilidade passiva, a previsibilidade de caixa segue como diferencial.

Valuation e Análise Técnica

Cotando próximo a R$ 45, o ativo negocia a um P/L de 9,8 vezes, considerado atrativo frente ao benchmark conservador de 10 a 12x. O P/VP está em 1,04. Na análise técnica, a TAEE11 encontra suporte consolidado em R$ 39,27 e resistência em R$ 45,44. Conforme projeções da metodologia do Ativo Virtual, os tetos de preço variam de R$ 40,73 (para 8% de yield), R$ 54,30 (6%) e R$ 81,45 (4%), dependendo da taxa de retorno exigida.

Alerta da Genial e Riscos de Alavancagem

A corretora Genial emitiu recomendação de venda com preço-alvo de R$ 36, destacando a alavancagem de 4,1x (Dívida Líquida/EBITDA) e a dívida bruta de R$ 9,8 bilhões. O receio recai sobre o crescimento limitado de concessões e o financiamento contínuo via debêntures, que pode comprimir margens e limitar a valorização da ação no médio prazo.

TAEE11 vs. TAEE4: Qual Posição Priorizar?

A liquidez e a aplicação em estratégias de dividendos sintéticos favorecem a TAEE11. Já a TAEE4 apresenta relação custo-benefício interessante para reinvestimento de proventos fracionados. Ambas contam com tag-along de 100%.

O que muda para investidores

O cenário exige equilíbrio entre a alta distribuição de lucros e a disciplina de capital. Para o longo prazo, a perenidade do setor de transmissão e a capacidade de renovação de contratos mantêm o ativo relevante. No entanto, a alavancagem elevada exige monitoramento contínuo. A estratégia recomendada é priorizar aportes escalonados, alinhar expectativas de retorno ao perfil de risco e evitar decisões pautadas em volatilidade de curto prazo.

Disclaimer: O conteúdo apresentado é meramente informativo e não deve ser considerado como conselho de investimento. Ativo Virtual não se responsabiliza por decisões financeiras tomadas com base nestas informações.