A Transmissora Aliança de Energia Elétrica (TAEE11), conhecida como Taesa, anunciou nesta quarta-feira (21/05/2026) a celebração de contrato para adquirir 100% do capital de cinco sociedades detidas pela Energisa (ENGI3, ENGI4, ENGI11). O negócio, com valor patrimonial (equity value) de R$ 1,545 bilhão, visa expandir a presença da companhia em Goiás, Bahia, Pará e Tocantins, somando cerca de R$ 291 milhões em Receita Anual Permitida (RAP) e ampliando em aproximadamente 33% sua capacidade instalada.
Detalhes e Escopo da Operação
O acordo contempla a aquisição integral das seguintes transmissoras: Energisa Goiás Transmissora I, Energisa Pará Transmissoras I e II, e Energisa Tocantins Transmissoras I e II. Todos os cinco ativos já estão em plena operação comercial.
- Valor da transação: O enterprise value (valor total da operação, incluindo dívidas) foi definido em R$ 2,293 bilhões. Com a dedução de R$ 748 milhões em dívida líquida, chega-se ao valor do patrimônio líquido de R$ 1,545 bilhão, com data-base em 31/12/2025.
- Infraestrutura: Os ativos agregam 1.305 km de linhas de transmissão, 12 subestações e 4.494 MVA de potência.
- Receita e Prazo: A aquisição incorpora RAP de aproximadamente R$ 291 milhões (ciclo 2025-2026), com prazo médio de concessão remanescente de 22 anos.
Após o fechamento, a capacidade de transformação total da Taesa saltará para cerca de 18 mil MVA. A proximidade geográfica com concessões já existentes permitirá a captura de sinergias operacionais e administrativas.
Regulatório e Próximos Passos
A conclusão do negócio está condicionada a aprovações regulatórias e societárias padrão, incluindo aval do CADE e da ANEEL, além de autorização dos credores dos ativos e aprovação em Assembleia Geral Extraordinária da Taesa. A companhia informou que a deliberação não gerará direito de recesso aos acionistas, já que não se enquadra nas condições previstas no Artigo 256 da Lei das S.A.
O que muda para investidores
A operação reforça o modelo de negócios da Taesa de crescimento orgânico e disciplinado. Para o mercado, os principais desdobramentos são:
- Blindagem de receita: A RAP é o mecanismo regulatório que garante a remuneração das concessionárias. Ao adicionar R$ 291 milhões nesse indicador, a empresa assegura fluxo de caixa previsível de longo prazo.
- Perfil de crédito e dividendos: A diretoria destacou que a estrutura de capital será preservada. Isso indica controle de alavancagem, mantendo a saúde financeira necessária para sustentar a política histórica de distribuição de proventos.
- Expansão técnica: O ganho de 33% em potência consolida a Taesa como uma plataforma integradora, aumentando a competitividade para futuros leilões e projetos de reforço no sistema nacional.
A empresa reafirmou o compromisso de divulgar ao mercado quaisquer novos desdobramentos relevantes sobre o processo de homologação da aquisição.
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