A Taesa (TAEE11), uma das principais empresas de transmissão de energia elétrica do Brasil, tem sido o centro das atenções no mercado financeiro. Suas ações registraram uma valorização notável de 7,5% no ano de 2025, de acordo com análises recentes. Esse desempenho se destaca mesmo com uma ligeira queda de 0,7% no lucro líquido regulatório, que, no entanto, é considerado estável pelos especialistas do setor.

Em um cenário macroeconômico desafiador, marcado por incertezas, risco de recessão global e altas taxas de juros, investidores buscam ativos que combinem rentabilidade e segurança. A Taesa, com sua previsibilidade de caixa e o caráter perene do setor de transmissão, se posiciona como uma opção atraente. O recente balanço do primeiro trimestre de 2025 revelou um crescimento de 3,8% na receita líquida regulatória e de 6,9% no lucro operacional (EBITDA regulatório). Além disso, a empresa demonstrou gestão eficaz de custos, com uma redução de 10,8% no OPEX regulatório.

Um ponto crucial para os investidores é a política de dividendos da Taesa. A companhia manteve seu compromisso, distribuindo 100% do lucro líquido regulatório do 1T25 em proventos, totalizando R$188,3 milhões. Essa performance está alinhada à sua política para 2025, que prevê um payout entre 90% e 100% do lucro líquido regulatório, caso seja saudável para o caixa. O Dividend Yield atual da empresa é de 7,74%, com o último adiantamento de JCP em R$0,54 por ação.

Apesar dos fundamentos sólidos, as recomendações do mercado para as ações da Taesa (TAEE11) são variadas. O BTG Pactual, por exemplo, considerou os resultados do 1T25 sem grandes surpresas e, com o lucro líquido abaixo de suas estimativas, recomenda a venda da ação, com preço-alvo de R$35. Já o Citibank e a Genial Investimentos adotam uma postura mais neutra, sugerindo a manutenção do papel para quem já o possui, com preços-alvo de R$32 e R$36, respectivamente.

No quesito de múltiplos, a Taesa apresenta um Preço/Lucro (P/L) de 7,24 vezes, o que a coloca como descontada em relação à média do setor de energia elétrica (7,98 vezes). Segundo a análise do canal Ativo Virtual, que forneceu as informações para esta matéria, o potencial de valorização, conforme a fórmula de Graham, pode chegar a 36,44%, elevando as ações a R$48,27.

Para o investidor, a escolha entre TAEE3 (ações ordinárias) e TAEE11 (units) depende da estratégia. Enquanto a TAEE3 é apontada como a mais descontada em indicadores e com maior dividend yield, a TAEE11 oferece maior liquidez na bolsa, facilitando operações mais avançadas como dividendos sintéticos.

A Taesa continua a ser um player relevante no mercado, combinando solidez operacional e uma política de proventos atrativa. Contudo, a análise de investimento deve considerar tanto seus fundamentos robustos quanto as diversas perspectivas dos analistas de mercado.