Tegma: R$ 1,07 por ação e o prazo que separa quem recebe de quem fica fora

A Tegma (TGMA3) informou ao mercado nesta quarta-feira, 4 de novembro de 2026, um pacote de R$ 70 milhões em proventos, equivalente a R$ 1,07 por ação, com crédito marcado para 19 de novembro. A composição por papel separa R$ 0,80 em juros sobre capital próprio e R$ 0,27 em dividendos.

O direito ao valor depende de uma única data: 9 de novembro. Quem estiver com ações na carteira até esse dia recebe; a partir de 10 de novembro, os papéis entram em negociação ex-proventos, sem o direito embutido no preço. Na prática, a cotação tende a abrir ajustada em magnitude próxima ao valor por ação, e quem compra nesse patamar mais baixo não tem nada a receber depois. Quem compra antes paga o preço cheio e aguarda o crédito.

Dividendos e JCP: a divisão que muda o retorno líquido

A maior parte do valor por ação vem dos juros sobre capital próprio (JCP), modalidade de remuneração ao acionista que passa por retenção de imposto na fonte antes de chegar à conta — tratamento distinto do aplicado aos dividendos, que no mercado brasileiro são creditados sem esse desconto. A proporção entre as duas linhas importa porque define quanto, de fato, sobra na mão do investidor.

LinhaPor açãoTotal informado
DividendosR$ 0,27R$ 52 milhões
Juros sobre capital próprioR$ 0,80R$ 17 milhões
SomaR$ 1,07R$ 70 milhões

Os valores por ação fecham com o total anunciado: R$ 0,80 mais R$ 0,27 resultam em R$ 1,07. Os montantes por classe são os que constam no comunicado da companhia.

O calendário do provento

DataO que acontece
4 de novembro de 2026Documento enviado ao mercado
9 de novembro de 2026Último dia para comprar o papel com direito ao provento
10 de novembro de 2026Início da negociação ex-proventos
19 de novembro de 2026Crédito de R$ 1,07 por ação

Entre o fechamento do direito e a mudança de regime há apenas um dia. O pagamento vem na semana seguinte ao corte, o que deixa uma janela curta para quem precisa se organizar — seja para posicionar, seja para conferir se a custódia está na corretora correta.

O peso do provento em uma small cap

A Tegma é tratada pelo mercado como small cap, classificação dada a companhias com menor valor de mercado na B3 — faixa em que anúncios de provento costumam ganhar peso na atenção de quem acompanha o papel, ainda que o valor absoluto fique distante do de grandes pagadoras.

O comunicado não traz a cotação da ação, o que impede medir, apenas com os dados divulgados, que parcela do valor de mercado o provento representa. Essa conta exigiria cruzar o R$ 1,07 por ação com o preço de tela na data de corte. O que o documento permite afirmar é o desenho do fluxo financeiro: R$ 70 milhões saem do caixa da companhia e chegam aos acionistas elegíveis em 19 de novembro.

Duas datas, dois preços diferentes para o mesmo papel

Para quem já tem posição, o evento é de agenda: anotar 9 de novembro como a última sessão com direito ao provento e 19 de novembro como a data de crédito. Para quem estuda entrar no papel, a referência que passa a valer é o preço ex-proventos de 10 de novembro, que não deve ser confundido com o valor cheio negociado até a véspera. A diferença entre os dois patamares é justamente o provento de R$ 1,07 que muda de mãos.