A Teka Tecelagem Kuehnrich S/A (B3: TEKA3 e TEKA4), em recuperação judicial, informou nesta segunda-feira, 9 de junho de 2026, que a 2ª Câmara de Direito Comercial do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) confirmou por unanimidade o afastamento do decreto de falência proferido em primeira instância. A decisão mantém o andamento do processo de recuperação da empresa e garante que a administração atual continue no comando das operações, evitando um cenário de desativação imediata.
Motivação técnica e fim da gestão provisória
O colegiado entendeu que a decretação da falência foi prematura, pois ainda pendia a conclusão de uma auditoria independente para avaliar com rigor a real situação econômico-financeira da Teka. O trabalho foi conduzido pela Grant Thornton, já foi incorporado aos autos e servirá de base para uma nova análise pelo juízo de origem. Paralelamente, o tribunal declarou a perda de objeto da gestão provisória que havia sido instituída, garantindo a retomada plena das funções executivas e de supervisão pelos administradores regularmente eleitos.
O Conselho de Administração (definido na AGO de 30 de dezembro de 2024) e a Diretoria estatutária (composta em 31 de dezembro de 2024) seguem produzindo efeitos normalmente. A Companhia destacou que a decisão ainda não transitou em julgado — o que significa que ainda cabe a interposição de recursos pelas partes e que o caso não está encerrado de forma definitiva. A palavra final sobre a continuidade da recuperação judicial caberá ao juízo de primeiro grau.
O que muda para investidores
- Continuidade do plano de reestruturação: A manutenção do rito da recuperação judicial afasta o risco imediato de falência, preservando a estrutura produtiva e permitindo que a empresa execute seu cronograma de renegociação de passivos.
- Estabilidade administrativa: Com o encerramento da gestão provisória, a diretoria atual retoma a condução estratégica e operacional sem intervenções judiciais diretas, o que favorece a previsibilidade para credores e acionistas.
- Monitoramento de riscos: O retorno dos autos à primeira instância exige atenção. Investidores devem acompanhar como o juiz analisará o laudo da Grant Thornton, eventuais impugnações e o calendário processual que definirá os próximos marcos da recuperação.
Em conformidade com as normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Teka reafirmou seu compromisso com a transparência e manterá o mercado atualizado sobre todos os desdobramentos relevantes por meio da Diretoria de Relações com Investidores.
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