O que foi decidido e os valores

A Telefônica Brasil S.A. (Vivo), listada na B3 (VIVT3) e na NYSE (VIV), informou que a redução de capital social aprovada em março tornou-se plenamente eficaz em 14 de maio de 2026. Com a aprovação, a companhia seguirá com a restituição de R$ 1,2517 por ação ordinária aos seus acionistas, com pagamento único programado para 14 de julho de 2026.

O valor foi calculado com base na posição acionária de 31 de dezembro de 2025, desconsiderando as ações em tesouraria. Importante ressaltar que, devido a programas de recompra em curso, o montante pode sofrer ajustes leves. As ações começarão a ser negociadas ex-direitos da restituição após o dia 22 de maio de 2026, data base para a definição dos participantes.

Como funcionará o pagamento

A liquidação seguirá os canais de custódia já registrados no Banco Bradesco S.A.:

  • Opção bancária ativa: crédito direto na conta corrente indicada pelo acionista.
  • Custódia nas bolsas: repasse automático por meio das sociedades corretoras.
  • Demais casos: saque ou crédito mediante apresentação de documento de identificação em qualquer agência do Bradesco.

Tributação: regras para residentes e não residentes

A empresa detalhou o tratamento fiscal sobre eventuais ganhos de capital. Para acionistas residentes no Brasil, a responsabilidade pelo recolhimento de Imposto de Renda e outros tributos é individual, variando conforme a categoria da pessoa (física, jurídica ou fundos). Recomenda-se a consulta a assessores financeiros.

Para acionistas não residentes, a Telefônica Brasil atuará como retentora na fonte (IRRF). A alíquota incide sobre a diferença positiva entre o valor restituído e o custo de aquisição das ações. As taxas são progressivas:

  • 15% até R$ 5 milhões;
  • 17,5% entre R$ 5 milhões e R$ 10 milhões;
  • 20% entre R$ 10 milhões e R$ 30 milhões;
  • 22,5% acima de R$ 30 milhões.

Caso o investidor seja residente em paraíso fiscal (tributação favorecida), a alíquota será fixa em 25%. A companhia reforça que, sem o envio do custo médio e dados fiscais até 4 de junho de 2026, o custo será considerado zero, tributando a integralidade do repasse como ganho de capital, ou aplicando a alíquota máxima por falta de informação.

O que muda para investidores

A operação configura um retorno de capital aos acionistas, comum em companhias com caixa robusto e necessidade de ajuste no balanço. Para o mercado, o anúncio traz clareza sobre o fluxo de caixa da Vivo e define um cronograma seguro para a liquidação.

Investidores atentos ao calendário devem observar a data 22 de maio, quando o papel passará a ser negociado sem o direito ao recebimento. Quem mantiver as ações nessa data terá o crédito garantido em julho, respeitando os prazos de envio de documentação para estrangeiros e as regras de retenção na fonte. O procedimento reforça a governança e o alinhamento com as diretrizes da CVM e da B3 para operações societárias de alto impacto.

Disclaimer: O conteúdo apresentado é meramente informativo e não deve ser considerado como conselho de investimento. Ativo Virtual não se responsabiliza por decisões financeiras tomadas com base nestas informações.