A Terra Santa Propriedades Agrícolas S.A. (B3: LAND3; Bloomberg: LAND3:BZ; Refinitiv: LAND3.SA) divulgou, em 15 de julho de 2026, um fato relevante informando uma mudança significativa no andamento de um processo judicial. A Companhia atualizou o prognóstico de êxito na disputa pela propriedade de 2.091,43 hectares de terras integrantes de seu ativo para a categoria de “remoto”, indicando baixa probabilidade de vitória na ação.

Detalhes do processo e impactos contábeis

A decisão que motivou a revisão está atrelada ao Recurso Especial nº 2029398/MT, processo já detalhado no Formulário de Referência da empresa. Com a nova perspectiva jurídica, a diretoria iniciou a análise dos reflexos financeiros da possível perda definitiva das áreas. Entre os riscos apontados estão a necessidade de registrar uma baixa contábil (escrita das terras do balanço patrimonial) e o pagamento de custos de sucumbência (honorários advocatícios e custas judiciais devidos em caso de derrota).

Apesar do cenário adverso, a gestão reforçou que seguirá utilizando todos os recursos legais cabíveis para tentar mitigar os efeitos da decisão judicial.

Proteção ao caixa e à avaliação patrimonial

Para evitar movimentos especulativos e esclarecer a materialidade do evento, a Companhia destacou dois pontos operacionais fundamentais:

  • Sem impacto na receita: As áreas em disputa não estão arrendadas. Portanto, uma eventual perda não interromperá contratos nem reduzirá o faturamento da operação.
  • Fora da avaliação anual: Os 2.091,43 hectares não integram o laudo de valor de mercado divulgado anualmente pela Companhia. Dessa forma, a desvalorização ou saída desses imóveis não alterará a métrica oficial de avaliação do portfólio de terras.

O que muda para investidores

O comunicado formaliza um risco jurídico que pode pressionar levemente o resultado contábil futuro, caso se confirmem a baixa patrimonial e os encargos legais. No entanto, o isolamento do evento em relação à geração de caixa operacional representa um amortecedor importante.

Para o acionista, a transparência da gestão separa claramente o passivo jurídico da capacidade produtiva e comercial da companhia. O mercado acompanhará os próximos passos do REsp 2029398/MT e eventuais provisões contábeis, mas o core business de arrendamento de terras permanece desvinculado deste litígio específico.

Disclaimer: O conteúdo apresentado é meramente informativo e não deve ser considerado como conselho de investimento. Ativo Virtual não se responsabiliza por decisões financeiras tomadas com base nestas informações.