A TOTVS S.A. (B3: TOTS3) anunciou nesta segunda-feira, 9 de junho de 2026, a distribuição de Juros sobre Capital Próprio (JCP) no valor de R$ 0,18 por ação. A iniciativa mobiliza cerca de R$ 104,3 milhões em montante bruto e será imputada aos dividendos obrigatórios do exercício vigente. Com a data-base fixada em 15 de junho, as negociações das ações já ocorrerão sem o direito ao benefício a partir de 16 de junho. O pagamento está programado para 10 de julho de 2026.

O Conselho de Administração da companhia aprovou a medida em reunião realizada na data de hoje. O valor total destina-se aos acionistas registrados na posição, seguindo as práticas de governança corporativa e remuneração de capital da empresa, líder no mercado de softwares de gestão para pequenas e médias empresas no Brasil.

Datas, valores e condições de pagamento

  • Valor por ação: R$ 0,18 (bruto), totalizando aproximadamente R$ 104,3 milhões.
  • Data-base: 15 de junho de 2026. Apenas investidores com ações registradas nesta data terão direito ao provento.
  • Início da negociação ex-JCP: 16 de junho de 2026.
  • Data de pagamento: 10 de julho de 2026.
  • Imputação: O montante será descontado do dividendo mínimo obrigatório previsto em lei.

O que muda para investidores

A distribuição do JCP exige atenção aos prazos e às regras tributárias para garantir o recebimento integral ou aproveitar isenções previstas em lei. O provento será creditado automaticamente nas contas informadas junto ao Banco Itaú Unibanco S.A. ou seguindo os procedimentos da B3, no caso de custódia fiduciária. Acionistas com cadastro desatualizado devem regularizar a situação nas agências do banco pagador antes da data de crédito.

Sobre a tributação, o valor está sujeito ao Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF). Investidores isentos ou imunes ao imposto precisam enviar a documentação comprobatória até 24 de junho de 2026 para a sede da TOTVS, em São Paulo, para evitar a dedução automática.

Para quem opera no mercado acionário, o JCP é um mecanismo de remuneração de capital permitido pela legislação brasileira, tratado contabilmente como despesa financeira pela empresa e, consequentemente, sujeito à tributação regressiva para o investidor pessoa física ou jurídica. No caso da TOTS3, a prática reforça a política de retorno ao acionista, característica comum em companhias com geração consistente de caixa e maturidade no setor de tecnologia.

Disclaimer: O conteúdo apresentado é meramente informativo e não deve ser considerado como conselho de investimento. Ativo Virtual não se responsabiliza por decisões financeiras tomadas com base nestas informações.