Em seus resultados do primeiro trimestre de 2026, a VALE3 reportou lucro líquido próximo a US$ 2 bilhões, alta de 36% na comparação anual, e Ebitda de US$ 3,89 bilhões (+21%). O desempenho foi sustentado pelo aumento de volumes e pela eficiência em metais básicos, apesar de pressões cambiais e logísticas.

Operação e Minério de Ferro

A produção atingiu 70 milhões de toneladas (+3%), com vendas de 99 milhões de toneladas (+4%), patamar recorde para o trimestre desde 2018. O custo C1 ajustou-se para US$ 3,60/t e o custo all-in subiu 8%, para US$ 54/t. O projeto Serra Sul segue previsto para o segundo semestre. No pilar ESG, a empresa reduziu em 80% as barragens de emergência desde 2020, diminuindo riscos operacionais e contingências.

Metais Básicos e IPO da VBM

A divisão de cobre e níquel apresentou crescimento expressivo: produção de cobre em 102 mil t (+13%) e níquel em 49 mil t (+12%). A rentabilidade operou abaixo do guidance, com custo all-in do níquel caindo 48% e o do cobre tornando-se negativo graças a créditos de subprodutos. O IPO da Vale Base Metals (VBM) permanece postergado, devendo ser reavaliado com a melhora do cenário macro.

Geração de Caixa e Projeções de Dividendos

A mineradora distribuiu US$ 2,7 bilhões em dividendos e US$ 100 milhões em recompra. A dívida líquida subiu para US$ 17,79 bilhões, mantendo-se dentro da meta corporativa. As projeções do Ativo Virtual indicam lucro de R$ 40,87 bilhões para 2026, com payout de 65% e DPA de R$ 5,85. O preço teto varia entre R$ 58,54 e R$ 146,34, conforme o yield almejado (4% a 10%), com ação cotada próximo a R$ 80,80.

Visão de Mercado e Análise Técnica

O BTG Pactual mantém visão favorável, destacando valuation competitivo frente a concorrentes como BHP e espaço para revisões positivas. Tecnicamente, o ativo opera entre suportes de R$ 74,38 e resistências de R$ 82,16. O movimento recente sinaliza correção de curto prazo, mas a tendência de médio prazo permanece positiva, com indicadores apontando P/L de 23x e yield de 6,73%.

O que muda para investidores

A transição estratégica para metais da eletrificação e a disciplina financeira sustentam a tese de longo prazo. A elevação pontual nos custos de minério e a alavancagem exigem atenção. Estratégias focadas em aquisição premiada e dividendos sintéticos podem otimizar o retorno, enquanto o investidor deve alinhar o preço de entrada à sua meta de rentabilidade e acompanhar a execução dos projetos de expansão.

Disclaimer: O conteúdo apresentado é meramente informativo e não deve ser considerado como conselho de investimento. Ativo Virtual não se responsabiliza por decisões financeiras tomadas com base nestas informações.