A XP Asset anunciou o lançamento dos ETFs LFTX11 e LTBX11 na B3, ampliando seu portfólio para 20 fundos de índice e atendendo investidores pessoa física e institucionais em busca de proteção contra oscilações nos juros e na inflação no segmento de renda fixa. Esses produtos surgem no contexto da Expert Trader XP, direcionada a traders, e visam neutralizar os efeitos da marcação a mercado — mecanismo de ajuste diário dos preços dos ativos ao valor de mercado vigente.

LFTX11: replicação de títulos pós-fixados do Tesouro

O LFTX11, ETF (Exchange Traded Fund — fundo de índice negociado em bolsa) de títulos pós-fixados atrelados à taxa Selic, replica um índice de renda fixa criado pela B3 com as Letras Financeiras do Tesouro Nacional (LFT) mais líquidas disponíveis na bolsa. Essa composição assegura eficiência na precificação do fundo, graças à baixa rotatividade de títulos na carteira, o que corta custos operacionais e fortalece a aderência ao benchmark, evitando desvios significativos conhecidos como risco de desindexação.

"É o ativo ideal para quem quer fugir da marcação à mercado, porque está atrelado aos juros e tem alta liquidez", afirma Leonardo Vasques, head de portfólio da XP Asset.

LTBX11: mix estratégico contra inflação e juros

O LTBX11 aloca 92% em LFTs e 8% em NTN-Bs (Notas do Tesouro Nacional série B — títulos indexados à inflação) de longo prazo, com vencimentos a partir de 12 anos e meio. Seu índice de referência resulta de parceria pioneira entre Teva e XP Asset. A estrutura assegura tributação unificada de 15% de Imposto de Renda, independentemente do período de aplicação, superando o regime regressivo comum na renda fixa, onde alíquotas diminuem com o tempo de investimento.

"Ao mesmo tempo, a estrutura do LTBX11 garante uma alíquota única de 15% de Imposto de Renda, independentemente do prazo de investimento — uma vantagem relevante frente à tributação regressiva tradicional da renda fixa", comenta Danilo Gabriel, gestor de fundos indexados e internacionais da XP Asset.

Crescimento acelerado dos ETFs na B3

No mercado brasileiro, os ETFs avançaram 24% no número de investidores em 2025, enquanto as posições investidas em fundos de índice expandiram 49%, conforme dados da B3. Esses números refletem a demanda por estratégias que elevam o desempenho de índices tradicionais de renda fixa via gestão profissional, especialmente em ambientes voláteis como o atual, marcado por tensões geopolíticas e variações no apetite por risco.

Portfólio robusto da XP Asset

A XP Asset gerencia R$ 65 bilhões em fundos de índice, com 170 mil cotistas em ETFs totalizando R$ 7 bilhões sob gestão nessa classe. Os 20 fundos abrangem desde criptomoedas e ouro até renda variável internacional e temas setoriais como tecnologia, oferecendo liquidez, previsibilidade e otimização fiscal aos participantes.
Danilo Gabriel reforça:

"Estamos ampliando o acesso a soluções de renda fixa que combinam simplicidade, eficiência e sofisticação. Esses ETFs podem ser usados tanto como instrumento de caixa quanto como peça estrutural na alocação dos portfólios".

O que isso significa para o investidor

Para o investidor pessoa física brasileiro de perfil intermediário a avançado, esses ETFs representam opções para compor carteiras com menor exposição à volatilidade de spread — diferencial entre a taxa de juros referência e a rentabilidade efetiva do ativo — em um cenário macro com Selic elevada e projeções de IPCA pressionadas. Em um quadro otimista de queda gradual nos juros, os pós-fixados mantêm atratividade; já em ambiente pessimista de inflação persistente, a fração de NTN-Bs no LTBX11 oferece hedge. Fatores como liquidez da B3 e eficiência tributária facilitam ajustes táticos, mas o investidor deve monitorar o tracking error (desvio em relação ao índice) e custos implícitos.

Riscos

  • Volatilidade residual em spreads de renda fixa, apesar da alta liquidez das LFTs selecionadas.
  • Exposição indireta a choques inflacionários ou geopolíticos, que afetam títulos públicos mesmo em estratégias de baixa rotatividade.
  • Risco de desindexação se a gestão não mantiver aderência perfeita ao índice referenciado.
  • Marcação a mercado, embora mitigada, persiste em cenários de aversão ao risco generalizada.

Acompanhar o desempenho inicial desses ETFs na B3, o volume negociado diário e evoluções no mercado de juros, como decisões do Copom (Comitê de Política Monetária), servirá como catalisador para avaliar sua integração em alocações diversificadas. A expansão global e foco em planejamento financeiro pela XP indicam mais inovações à frente.

As informações deste editorial foram produzidas pela redação do Ativo Virtual com base em reportagem publicada pelo(a) InfoMoney. Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento. Decisões financeiras devem ser tomadas com o auxílio de um profissional certificado.